"Hugo."
Ela disse suavemente: "Você ainda se lembra da primeira vez que me salvou? Quando me puxou para fora do carro, estava todo ensanguentado, todo sujo..."
Ela fez uma pausa: "Você acha que, naquela época, você estava bonito?"
O tremor debaixo do cobertor cessou.
"Mas, aos meus olhos," Jessica continuou, a voz cada vez mais firme, "aquela era a imagem mais corajosa do mundo. E agora, você também é assim. Não importa como você esteja, você sempre será você."
Após um momento de silêncio, quem estava debaixo do cobertor permaneceu imóvel.
Hugo ainda não queria vê-la.
Jessica não insistiu. Ela se levantou: "Descanse bem, vou embora agora."
Só depois de ouvir o som da porta se fechando, Hugo lentamente puxou o cobertor para baixo, relembrando as palavras que Jessica acabara de dizer.
Naquele momento, seu rosto... já estava quase irreconhecível.
Manchas vermelhas e descamação faziam sua pele parecer terra seca e rachada, seus cabelos estavam tão ralos que o couro cabeludo aparecia, e os lábios estavam rachados e sangrando.
Mas aqueles olhos ainda eram límpidos como antes, cheios de emoções complexas — vergonha, dor, tristeza... e um amor profundo.
"Desculpa..." ele murmurou roucamente, "eu só não quero que você veja... como estou horrível agora..."
......
De volta ao quarto, David, que deveria estar dormindo, já estava acordado havia algum tempo, sentado ali esperando. Ao ouvir Jessica entrar, perguntou: "Você foi ver o Hugo?"
Jessica assentiu: "Fui."
"Ramiro acabou de mandar notícias," a voz de David era pesada. "O laboratório do Luciano foi explodido, junto com todas as amostras originais de dados da arma genética."
"O quê? O laboratório explodiu?"



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