Hugo franziu a testa involuntariamente.
Levi continuou: "Se não fosse pela Família Martins, sua mãe não teria sofrido tanto, sua irmã não teria morrido. Quando ela ainda estava na barriga da sua mãe, já tínhamos escolhido o nome dela, comprado roupinhas cor-de-rosa... Naquela época, você ainda dizia que queria ser o melhor irmão do mundo..."
Hugo ficou atônito. É claro que ele se lembrava daquela irmã que faleceu tão cedo; sua mãe, ainda mais, ficou deprimida por causa da perda da menina.
Mas a morte da irmã realmente tinha relação com a Família Martins?
Ou talvez, a morte da irmã fosse apenas uma desculpa para sua vingança, e tudo o que ele fazia era por puro egoísmo.
Contudo, antes que Hugo pudesse responder, Levi gritou furiosamente: "Se for para destruir a Família Martins, para acabar com Antônio Martins, eu não me importo com mais nada!"
Depois dessas palavras, ele se virou, lançando a Hugo um olhar gélido e ameaçador: "Fora daqui! Pense bem de que lado você está!"
Sem expressão, Hugo virou-se e saiu.
Porém, no exato instante em que a porta se fechou, Levi pegou o telefone e discou: "Dalton, aquela tarefa... vá fazê-la..."
Dalton, leal a Levi, respondeu: "Sim."
............
À noite, os quatro pequenos andaram de fininho até a porta da enfermaria de Hugo, prontos para entrar, quando uma voz familiar soou atrás deles:
"O que vocês estão fazendo aqui?"
Jessica, sem conseguir dormir, também pensara em dar uma olhada em Hugo. Já que ele não quis receber ninguém durante o dia, decidiu espiar enquanto ele dormia.
Mas acabou encontrando os quatro pequeninos.
"Mamãe!" Daniel foi o mais rápido, levantando o colorido buquê de flores de papel que trazia nas mãos. "Fizemos flores de papel para o Sr. Hugo!"
"Flores de papel?"
Jessica nunca tinha ouvido falar disso antes. Aproximou-se, pegou as flores que Daniel segurava e percebeu que eram feitas com papel colorido, amarradas com uma fita bonita.

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