Jessica olhou com atenção e percebeu que era verdade.
O gesto de Patrick era íntimo demais, quase como uma postura de posse entre namorados.
E o corpo de Clarice estava nitidamente inclinado para Patrick, e não para Luciano.
"Meu Deus..." murmurou Raquel. "Se isso for verdade..."
Jessica franziu a testa: "Você acha que o pessoal da Família Castelo sabe? Se sabem, como reagem?"
Raquel fez uma careta de nojo: "Vai ver aquele velho pervertido até incentiva. Pra manter o ‘sangue puro’ ou sei lá o quê... Eu acho que uma família doida dessas é capaz de tudo."
Percebendo que tinha falado demais, Raquel logo bateu levemente na própria boca. "Ai, Jessica, não estou falando de você, tá?"
A mão de Jessica parou no ar: "Você está certa... A Família Castelo realmente tem esse pensamento retrógrado."
Famílias desse nível nunca permitiriam que o sangue delas fosse "contaminado". Para manter a pureza, a Família Castelo prosperava há gerações, e eram capazes de fazer coisas que pessoas comuns jamais entenderiam.
Ela não quis pensar mais nisso.
No dia seguinte, Raquel ficou para o café da manhã na casa da Família Gomes. Durante a refeição, Dona Gomes perguntou de repente: "Orlando, você está morando junto com a Raquel?"
Raquel: "..."
Orlando: "..."
Os dois se entreolharam, quase ao mesmo tempo, e viram nos olhos um do outro a mesma expressão — o inevitável aconteceu.
Se não fosse pelo sequestro de Raquel, talvez ninguém soubesse que eles já tinham se mudado para o mesmo condomínio.
A mesa ficou num silêncio mortal.
Os quatro pequenos ergueram suas tigelinhas, todos atentos à cena, até cochicharam entre si, curiosos.
O inocente Tristan perguntou: "O que é morar junto?"


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!