Raquel tentou segurar o riso, mas seus ombros tremiam, dissipando todo o constrangimento de antes.
Orlando aproveitou a oportunidade para segurar a mão dela sob a mesa e apertou-a suavemente.
"Pai, mãe." Ele falou com sinceridade. "Eu sei que a nossa família Gomes sempre prezou por valores tradicionais e rigorosos. Talvez eu tenha sido impulsivo, mas meus sentimentos por Raquel são sérios, e jamais fugiria das minhas responsabilidades."
O rosto da Sra. Gomes suavizou um pouco, mas ela ainda não cedeu: "De fato, foi uma atitude precipitada. Se não fosse pelo ocorrido, continuaríamos sem saber de nada!"
Raquel reuniu coragem para falar: "Dona Gomes, a culpa é minha, fui eu quem sugeriu... Era só para facilitar o trabalho, o hospital onde trabalho fica bem perto do apartamento do Orlando."
Lucas resmungou: "Raquel, não precisa encobrir meu filho. Eu conheço muito bem o jeito dele."
Ele lançou um olhar severo para Orlando. "Desde pequeno faz o que quer, não tem medo de nada!"
Orlando suspirou, resignado: "Pai..."
"Chega, chega," a Sra. Gomes de repente fez um gesto com a mão, o rosto expressando uma súbita suavidade, "já que as coisas chegaram a esse ponto, não adianta reclamar. O melhor é marcar logo o casamento."
Ela olhou para Raquel, e de repente o olhar ficou terno: "Raquel, querida, eu mal posso esperar para ter você como minha nora."
Raquel sorriu sem jeito e olhou para Orlando.
Essa mudança de assunto foi rápida demais! Ainda agora estavam criticando a coabitação antes do casamento, e no instante seguinte já estavam apressando o casamento?
Virando-se, viu Orlando com a cabeça baixa, sorrindo de felicidade.
Ora, ele estava até menos contido do que ela!
Com seu objetivo alcançado, a Sra. Gomes logo mandou Orlando embora.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!