Rawlsson levou David para um lugar desconhecido e parou diante de uma porta feita de jacarandá. "Sr. Castelo está esperando por você lá dentro."
David assentiu com a cabeça e, em seguida, empurrou a porta e entrou.
No interior do cômodo, Sr. Castelo estava sentado atrás de uma cadeira antiga. A luz dividia sua silhueta entre sombra e claridade, enquanto um cetro com formato de garça repousava sobre seus joelhos, tendo um rubi brilhante no topo.
Só quando David entrou, Sr. Castelo desviou seu olhar e lançou sobre David um olhar frio, analisando seu rosto.
Não havia outra cadeira na sala, então David permaneceu de pé o tempo todo.
Sr. Castelo o fitou e falou lentamente: "Você deve estar curioso para saber por que pedi para Rawlsson trazê-lo aqui."
David respondeu com calma: "De fato, Sr. Castelo, se tiver algo a dizer, por favor, seja direto."
O olhar de Sr. Castelo se aprofundou, como se recordasse algo distante. "Quarenta e sete anos se passaram. Você se parece muito com ele."
Ele? David não fazia ideia de quem era esse "ele".
"O senhor está falando de...?"
"Você se parece mais com seu bisavô do que qualquer outro."
Bisavô?
David franziu levemente a testa. Seu bisavô já não estava mais vivo desde que ele nasceu, então não tinha qualquer lembrança dele em sua mente.
Mas seu bisavô Fábio Martins realmente havia estudado na Europa, embora David jamais tivesse ouvido falar de qualquer ligação entre a Família Martins e a Família Castelo.
"O senhor conheceu meu bisavô?"
Sr. Castelo respondeu calmamente: "Eu já presenteei seu bisavô com um mapa secreto de mecanismos."
O olhar de David ficou mais atento: "O mapa secreto de mecanismos foi dado pelo senhor?"
Sr. Castelo sorriu levemente, com um tom um tanto arrogante: "Exato. Se não fosse pelo meu presente, seu bisavô não passaria de um homem comum. O fato de você estar aqui diante de mim é como um inseto que tem a chance de contemplar o céu."

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