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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 284

Sofia passou o cartão na catraca da MonteiroCorp tentando parecer normal.

Tentando.

Mas cada passo lembrava do que tinha acontecido na noite anterior — no toque, no ritmo, na entrega.

A ardência discreta era um lembrete vivo… e impossível de ignorar.

Ela ajeitou a bolsa no ombro e respirou fundo.

“Finge costume, Sofia.”

Era isso ou desmaiar na entrada do halls.

Caminhou até o elevador e, quando as portas se abriram no andar da presidência, Eloise surgiu na recepção com um copo de café na mão — e parou.

Parou mesmo.

Como quem vê algo fora do lugar.

— Oi… — Sofia tentou sorrir como se nada estivesse acontecendo.

Eloise estreitou os olhos.

— O que aconteceu com o seu jeito de andar?

Sofia travou.

— Nada!

Eloise ergueu uma sobrancelha. Uma só.

— Sofia… eu sou mulher. — ela apoiou a mão na cintura. — Eu SEI quando alguém teve uma noite… intensa.

Sofia quase engasgou no próprio ar.

— Eloise! Eu… — ela sussurrou. — Para! Não fala assim alto.

Eloise riu, dando um gole no café.

— Então, vamos na copa tomar café, todos estão em reunião.

Eloise sentou na mesa com a xícara na mão.

Sofia largou a mochila numa cadeira e afundou os ombros, sem coragem de olhar para Eloise.

— Ok… — Sofia respirou fundo. — É que… eu tô sentindo uma ardência. Nada insuportável, mas… incômoda.

Eloise assentiu de imediato, como quem já sabia.

— É normal. — disse com a calma de quem já viveu aquilo. — Especialmente depois da primeira vez. E principalmente com um homem intenso.

Sofia ficou vermelha da cabeça ao pé.

Eloise continuou:

— Mas normal não significa que você deve ignorar.

Sofia mordeu o lábio.

— Eu… nunca fui ao ginecologista. Nem sei como funciona consulta. E… eu não tenho com quem falar sobre isso.

Eloise pousou o café na mesa.

— Tem sim. Comigo e tenho certeza que as meninas também — disse com firmeza suave. — Eu vou te ajudar.

Sofia sentiu o peito afrouxar.

— Obrigada… de verdade.

— Você quer que eu marque com a minha médica? — Eloise ofereceu. — Ela é ótima. Delicada, atenciosa. Explica tudo.

— Se quiser, eu vou com você na primeira consulta.

Os olhos de Sofia marejaram um pouquinho — não de tristeza.

De alívio.

— Seria… bom. Eu aceito.

Eloise sorriu.

— E outra coisa… — ela deu um passo mais perto. — Ardência é comum no início. Mas se persistir, a gente vai lá sem pensar duas vezes. Cuidado não é exagero. Cuidado é maturidade.

Sofia assentiu, olhando para as mãos.

— Eu só fiquei com vergonha.

— Sofia… vergonha é o que nos faz sofrer sozinhas. — Eloise suspirou, tocando o ombro dela. — Mas você não tá sozinha.

Sofia respirou fundo, sentindo o peso sair do peito.

— Obrigada mesmo. Eu precisava ouvir isso.

Eloise sorriu com carinho.

— E agora vou te dar um conselho como amiga, marca logo a consulta antes que o Thomas resolva marcar uma sem você saber.

Sofia arregalou os olhos.

— Ele faria isso.

Eloise riu.

— Ele FARÁ isso.

Sofia riu também, envergonhada.

— Eu vou mandar mensagem pra médica agora.

— Boa ideia. — Eloise piscou, brincando.

Sofia se sentiu completamente acolhida.

Segura.

Viva.

E pronta para lidar com o que viria — inclusive com um policial dominador que mexia mais com ela do que ela ousava admitir.

___

Thomas estacionou a Hilux preta em frente à delegacia, respirou fundo e saiu do carro com a postura de sempre: firme, focada, eficiente.

Entrou no prédio cumprimentando cada um dos colegas com um aceno curto.

— Bom dia.

— Bom dia, Alves.

— Cedão hoje, hein?

Thomas apenas respondeu:

— Vamos trabalhar, que tem muita coisa acumulada.

A energia dele era diferente.

Não bruta, mas afiada.

E todo mundo sabia que, quando Thomas chegava assim, “no modo operação”, nada tirava ele do foco.

Quase nada.

— Thomas! — o delegado Rodrigues chamou da porta da sala dele. — Entra aqui um minuto.

— Espero que do profissional.

— Sempre começa assim. — Rodrigues murmurou, meio rindo.

Thomas o ignorou e saiu da sala.

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Na sua sala, Bruna já estava sentada, óculos na ponta do nariz, analisando arquivos com velocidade impressionante.

— Organizei os mandados por prioridade. — ela informou. — Esse aqui — ela bateu no primeiro — parece o mais promissor. Ela recebeu duas visitas noturnas. Câmeras registraram movimento suspeito.

Thomas analisou.

— Vamos começar por esse.

Bruna ergueu os olhos para ele.

— Trabalha sempre nesse ritmo?

— Sempre.

Ela sorriu, pequeno, quase imperceptível.

— Vai ser interessante.

Thomas não respondeu — apenas recolheu o material, ajustou a arma no coldre e disse:

— Em vinte minutos partimos.

Bruna levantou.

— Perfeito.

Thomas saiu primeiro.

Bruna observou as costas dele por dois segundos a mais do que deveria.

E sorriu para si mesma.

Do lado de fora, Thomas pegou o celular.

Mensagem de Sofia.

Sofia:

Bom dia… você tá bem?

Ele digitou:

Thomas:

Melhor agora. E você, ruivinha?

Demorou dois segundos para ela responder.

Sofia:

Saudade.

Ele respirou fundo — e por um segundo todo o foco dele mudou.

Mas quando guardou o celular e voltou a andar pela delegacia…

Bruna apareceu ao lado.

— Pronto? — ela perguntou.

Thomas acomodou a arma na cintura, pegou a pasta e respondeu:

— Sempre.

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