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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 283

Nathalia estava parada no meio da sala…

de roupão curto, cabelo bagunçado…

tentando amarrar a cintura no desespero.

E Ricardo…

Ricardo estava na cozinha.

De cueca cinza.

Cueca CINZA.

Com a porta da geladeira aberta

e uma garrafa de água na mão

como se fosse a cena mais normal do mundo.

O som da porta batendo ecoou.

Ricardo virou.

Parou.

Congelou.

— … eita. — ele murmurou.

Sofia fechou os olhos por um segundo.

— Cena que eu NÃO queria ver do pai da Emma… assim. — resmungou.

Nathalia explodiu numa risada alta.

Daquelas que tentam esconder constrangimento… e falham miseravelmente.

— A GENTE NÃO SABIA QUE VOCÊS IAM CHEGAR AGORA! — ela gritou, segurando o roupão com força.

Ricardo, completamente vermelho, praticamente se jogou para dentro do quarto de Nathalia.

A porta bateu.

Thomas permaneceu estático.

Uma estátua.

Apenas os olhos dele se moveram — vagarosamente — da sala para a cozinha.

Da cozinha para Nathalia.

De Nathalia para Sofia.

E por fim… para a porta onde Ricardo tinha desaparecido.

A expressão dele não mudou.

Mas o clima mudou inteiro.

Ar pesado.

Energia tensa.

Aquela calmaria que antecede tempestade.

Nathalia percebeu imediatamente.

— Thomas… — ela tentou disfarçar a risada. — Pelo amor de Deus, isso não foi nada.

— Nathalia. — a voz dele cortou o ar como faca.

Sofia precisou intervir antes que pudesse gerar uma brigar ele e sua amiga.

— Thomas, tudo bem. — ela puxou levemente a mão dele. — Não olha assim pro Ricardo, ele vai desmaiar.

— Estou tentando não olhar pra ele. — ele respondeu com o maxilar travado.

Nathalia riu de novo.

— Desculpa, gente… sério. A gente não esperava. Vocês sumiram desde ontem…

Sofia respirou fundo.

— Eu vou trocar de roupa. Fica aqui… e se acalma. Por favor.

Thomas não respondeu.

Só ficou ali, parado, braços cruzados, olhar fixo na porta fechada do quarto de Nathalia.

trinta minutos depois

Sofia voltou com a mochila pronta para o trabalho.

Thomas ainda estava no mesmo lugar.

Braços cruzados.

Sem mover um músculo.

Olhos atentos.

— Pronto. Vamos? — ela perguntou, cautelosa.

Ele abriu a porta e saiu sem olhar para trás.

Nathalia só deu um sorrisinho culpado.

— Desculpa! — ela sussurrou para Sofia.

Sofia só balançou a mão: “depois te ligo”.

---

No carro.

O silêncio pesava como um cobertor quente demais.

Sofia lançou um olhar para ele.

— Thomas…

Nada.

Nem piscou.

— Thomas.

Ele respirou fundo.

Aquela respiração que precede uma opinião forte.

— A Nathalia é sua amiga. Vocês moram juntas, eu sei.

Mas… — ele apertou o volante. — O pai da Emma… de cueca. Na cozinha.

— E a Nathalia rindo — repetiu, indignado, como se fosse um absurdo universal.

Sofia virou para ele na hora.

— Thomas, ele não fez nada demais! — rebateu.

— E a Nathalia só riu porque ficou sem graça. Não porque estava te provocando.

Quando eu estou com você…

eu quero você inteira.

Só comigo.

O coração dela derreteu.

Completamente.

— Eu também quero você inteiro. — ela confessou, com a voz baixa.

Os olhos dele escureceram.

— Então tá explicado.

O clima suavizou como se alguém tivesse tirado um peso do teto.

— Vamos trabalhar. — ela murmurou.

Ele ligou o carro.

— Vou te buscar depois.

— E hoje… dormir comigo.

Ela corou.

— Thomas… você decide as coisas muito rápido.

O sorriso dele veio devagar.

— Não.

Eu decido quando tenho certeza. E sobre isso, ruivinha…

Ele pegou a mão dela e a beijou por cima da pele.

— … eu tenho certeza.

Thomas soltou um riso curto.

— E aquela cueca devia ser proibida. — murmurou.

— THOMAS! — ela riu, empurrando o braço dele.

Dessa vez, ele riu também.

Um riso real.

Desarmado.

— Desculpa, ruivinha. — disse baixinho. — Eu tô tentando.

Mas quando se trata de você… eu perco a linha por dentro.

Sofia respirou fundo e respondeu:

— Você precisa aprender a falar.

O carro arrancou.

E o relacionamento deles acabava de entrar na primeira fase real: ciúmes, limites, território…

e um início que ninguém mais poderia parar.

A linha tinha sido cruzada.

Agora era território, sentimento, perigo emocional.

Era o começo do amor — do jeito intenso e único deles.

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