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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 285

O primeiro endereço parecia banal demais para esconder qualquer coisa.

Um apartamento pequeno, paredes brancas, cheiro de mofo recente, móveis baratos — tudo arrumado demais.

Thomas passou os olhos pelo lugar como quem desmonta um cenário.

— Parece limpo. — Fábio comentou, abrindo o armário da sala.

— Limpo demais. — Bruna rebateu, já ajoelhada perto do rodapé solto que havia notado.

Ela deslizou a unha pela madeira e puxou devagar.

Um estalo seco.

Uma placa inteira se soltou.

Atrás dela: envelopes recheados, notas de dinheiro úmidas, contratos assinados com nomes falsos… e um pequeno pendrive preto, escondido entre duas folhas.

Bruna sorriu, vitoriosa.

— Começamos bem.

Fábio assobiou, abrindo espaço no corredor estreito.

— Ou talvez ela que tenha nos dado sorte. — comentou, rindo, passando a mão no cabelo.

Thomas não riu.

Não moveu um músculo.

Ele apenas pegou o pendrive entre os dedos, girando-o lentamente, como se pudesse decifrar o conteúdo apenas pelo peso.

O olhar dele ficou escuro, calculado, silencioso.

— É aqui que a coisa começa de verdade. — murmurou.

E ninguém ousou discordar.

___

O fim do expediente chegou rápido demais para Sofia.

Entre um relatório, uma planilha e a confirmação da consulta com a médica indicada por Eloise, ela tentou fingir que não pensava nele desde a manhã.

Falhou miseravelmente.

Pegou o celular, respirou fundo e escreveu:

Sofia:

Vou para casa agora e depois vou pra faculdade. Tem aula presencial hoje.

A resposta veio em menos de quinze segundos — direta, firme, dele.

Thomas:

Vou te buscar na faculdade.

E eu não esqueci da minha promessa: você dorme comigo hoje.

Sofia rolou os olhos… e sorriu.

---

A aula parecia eterna, mas quando ela saiu e viu a Hilux preta estacionada na frente, uma onda quente subiu pela espinha.

Thomas estava encostado no carro, camisa social dobrada, postura firme, olhar direto nela.

O olhar.

Aquele que dizia sem falar: você é minha.

— Vem, ruivinha. — disse, abrindo a porta.

O clima no carro era outro.

Silêncio tenso…

mas um silêncio bom.

Cheio de expectativa.

Mão dele na marcha.

A outra pousada na coxa dela.

Quente. Grande. Tranquila.

E devastadora.

Quando estacionaram na garagem do prédio dele, Sofia só conseguiu pensar:

“Eu perco o ar com esse homem.”

No elevador, nenhum dos dois falou — mas tudo falava por eles.

Assim que Thomas abriu a porta do apartamento, puxou ela pela cintura e a levou para o quarto sem pressa, sem brutalidade, apenas com certeza.

Parou diante dela e estudou seu rosto por alguns segundos.

— Tirou a saudade de mim hoje? — perguntou, se aproximando devagar.

— Tentei… — ela murmurou.

Ele segurou o queixo dela, firme e cuidadoso.

— Então deixa eu te lembrar.

O D/s daquela noite foi diferente.

Intenso, mas suave.

Mais emocional do que físico.

Mais presença do que impacto.

Ele guiou…

Ela seguiu…

E foram até onde os dois sabiam que era seguro ir.

Quando terminou, Thomas tomou a mão dela e a levou ao banheiro.

— Vem, ruivinha. — disse, ajustando a temperatura da água. — Hoje você descansa do meu ritmo.

E cuidou dela.

Lavou seus ombros.

Suas costas.

Seus cabelos.

Como se tocar fosse um privilégio — não uma obrigação.

Ao sair, ele envolveu o corpo dela numa toalha e a secou devagar, com paciência, com calma.

— Pronto. — murmurou. — Escolhe algo meu pra vestir. Qualquer coisa no closet. Depois a gente compra coisas suas pra deixar aqui.

Beijou o topo da cabeça e voltou ao banheiro por um instante.

Sofia caminhou até o closet, ainda envolta na toalha.

Primeira gaveta: gravatas.

Segunda: relógios e pulseiras.

Terceira…

Ele se aproximou um pouco mais, tão perto que o ar esquentou.

— Isso não é drama.

É clareza.

Eu não quero que nada faça você duvidar do que eu sinto.

Sofia engoliu seco.

— E o que você sente?

Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, um gesto firme e doce ao mesmo tempo.

— Que você é a única mulher que eu quero na minha cama.

Na minha rotina.

Na minha vida.

Ela perdeu o ar.

Thomas continuou:

— E eu não vou deixar uma gaveta velha estragar o que a gente está construindo.

O estômago dela virou.

— Eu só tive ciúme… — admitiu, baixinho.

Ele sorriu de canto — aquele sorriso raro, perigoso e encantador.

— Ótimo.

Porque eu também tenho.

Ele beijou a testa dela.

— Agora escolhe algo meu pra vestir.

Porque hoje você dorme comigo.

E amanhã…

Ele olhou para a gaveta aberta.

— … a gente j**a isso tudo fora.

Sofia riu, ainda corada.

— Combinado.

Thomas passou o polegar pela boca dela, devagar.

— E ruivinha…?

— Hm?

— Se for pra ter ciúme…

que seja de mim.

Porque eu vou ter de você.

Ela derreteu inteira.

E naquela noite, adormeceu no peito dele com uma única certeza:

Thomas Alves era perigo.

Mas era exatamente o tipo de perigo que ela queria.

Todo dia.

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