O primeiro endereço parecia banal demais para esconder qualquer coisa.
Um apartamento pequeno, paredes brancas, cheiro de mofo recente, móveis baratos — tudo arrumado demais.
Thomas passou os olhos pelo lugar como quem desmonta um cenário.
— Parece limpo. — Fábio comentou, abrindo o armário da sala.
— Limpo demais. — Bruna rebateu, já ajoelhada perto do rodapé solto que havia notado.
Ela deslizou a unha pela madeira e puxou devagar.
Um estalo seco.
Uma placa inteira se soltou.
Atrás dela: envelopes recheados, notas de dinheiro úmidas, contratos assinados com nomes falsos… e um pequeno pendrive preto, escondido entre duas folhas.
Bruna sorriu, vitoriosa.
— Começamos bem.
Fábio assobiou, abrindo espaço no corredor estreito.
— Ou talvez ela que tenha nos dado sorte. — comentou, rindo, passando a mão no cabelo.
Thomas não riu.
Não moveu um músculo.
Ele apenas pegou o pendrive entre os dedos, girando-o lentamente, como se pudesse decifrar o conteúdo apenas pelo peso.
O olhar dele ficou escuro, calculado, silencioso.
— É aqui que a coisa começa de verdade. — murmurou.
E ninguém ousou discordar.
___
O fim do expediente chegou rápido demais para Sofia.
Entre um relatório, uma planilha e a confirmação da consulta com a médica indicada por Eloise, ela tentou fingir que não pensava nele desde a manhã.
Falhou miseravelmente.
Pegou o celular, respirou fundo e escreveu:
Sofia:
Vou para casa agora e depois vou pra faculdade. Tem aula presencial hoje.
A resposta veio em menos de quinze segundos — direta, firme, dele.
Thomas:
Vou te buscar na faculdade.
E eu não esqueci da minha promessa: você dorme comigo hoje.
Sofia rolou os olhos… e sorriu.
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A aula parecia eterna, mas quando ela saiu e viu a Hilux preta estacionada na frente, uma onda quente subiu pela espinha.
Thomas estava encostado no carro, camisa social dobrada, postura firme, olhar direto nela.
O olhar.
Aquele que dizia sem falar: você é minha.
— Vem, ruivinha. — disse, abrindo a porta.
O clima no carro era outro.
Silêncio tenso…
mas um silêncio bom.
Cheio de expectativa.
Mão dele na marcha.
A outra pousada na coxa dela.
Quente. Grande. Tranquila.
E devastadora.
Quando estacionaram na garagem do prédio dele, Sofia só conseguiu pensar:
“Eu perco o ar com esse homem.”
No elevador, nenhum dos dois falou — mas tudo falava por eles.
Assim que Thomas abriu a porta do apartamento, puxou ela pela cintura e a levou para o quarto sem pressa, sem brutalidade, apenas com certeza.
Parou diante dela e estudou seu rosto por alguns segundos.
— Tirou a saudade de mim hoje? — perguntou, se aproximando devagar.
— Tentei… — ela murmurou.
Ele segurou o queixo dela, firme e cuidadoso.
— Então deixa eu te lembrar.
O D/s daquela noite foi diferente.
Intenso, mas suave.
Mais emocional do que físico.
Mais presença do que impacto.
Ele guiou…
Ela seguiu…
E foram até onde os dois sabiam que era seguro ir.
Quando terminou, Thomas tomou a mão dela e a levou ao banheiro.
— Vem, ruivinha. — disse, ajustando a temperatura da água. — Hoje você descansa do meu ritmo.
E cuidou dela.
Lavou seus ombros.
Suas costas.
Seus cabelos.
Como se tocar fosse um privilégio — não uma obrigação.
Ao sair, ele envolveu o corpo dela numa toalha e a secou devagar, com paciência, com calma.
— Pronto. — murmurou. — Escolhe algo meu pra vestir. Qualquer coisa no closet. Depois a gente compra coisas suas pra deixar aqui.
Beijou o topo da cabeça e voltou ao banheiro por um instante.
Sofia caminhou até o closet, ainda envolta na toalha.
Primeira gaveta: gravatas.
Segunda: relógios e pulseiras.
Terceira…
Ele se aproximou um pouco mais, tão perto que o ar esquentou.
— Isso não é drama.
É clareza.
Eu não quero que nada faça você duvidar do que eu sinto.
Sofia engoliu seco.
— E o que você sente?
Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, um gesto firme e doce ao mesmo tempo.
— Que você é a única mulher que eu quero na minha cama.
Na minha rotina.
Na minha vida.
Ela perdeu o ar.
Thomas continuou:
— E eu não vou deixar uma gaveta velha estragar o que a gente está construindo.
O estômago dela virou.
— Eu só tive ciúme… — admitiu, baixinho.
Ele sorriu de canto — aquele sorriso raro, perigoso e encantador.
— Ótimo.
Porque eu também tenho.
Ele beijou a testa dela.
— Agora escolhe algo meu pra vestir.
Porque hoje você dorme comigo.
E amanhã…
Ele olhou para a gaveta aberta.
— … a gente j**a isso tudo fora.
Sofia riu, ainda corada.
— Combinado.
Thomas passou o polegar pela boca dela, devagar.
— E ruivinha…?
— Hm?
— Se for pra ter ciúme…
que seja de mim.
Porque eu vou ter de você.
Ela derreteu inteira.
E naquela noite, adormeceu no peito dele com uma única certeza:
Thomas Alves era perigo.
Mas era exatamente o tipo de perigo que ela queria.
Todo dia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...