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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 80

Olhando para aquelas coisas à sua frente, o rosto de Alba ardeu. Ela virou o rosto, tomada pela vergonha, e alfinetou entre os dentes:

— Perdoe a minha ousadia, mas o Sr. Soares insiste em me confundir com a sua irmã Stella. Por acaso, o senhor mantinha esse tipo de relação com a sua própria irmã?

— Stella, não finja.

Os longos dedos de Jefferson apertaram o rosto delicado dela, forçando-a a olhar em seus olhos:

— Você é minha irmã e também minha...

Ao chegar nesse ponto, ele hesitou e não terminou a frase.

Alba deu um sorriso fraco e amargo:

— Sua o quê?

Como ele poderia dizer em voz alta?

Naquela época, ela era apenas sua amante escondida.

O único título público que ela tinha era o de sua irmã.

— O que exatamente a Stella representava para o senhor?

Ela perguntou, adotando o tom de uma mera espectadora.

A garganta de Jefferson se fechou.

Por um instante, o silêncio reinou.

É verdade... O que Stella realmente significava para ele?

Além do rótulo de irmã, ele nunca lhe dera uma identidade definida...

Ele só queria que ela ficasse ao seu lado, que nunca o abandonasse durante a vida inteira...

— A Stella era sua amante?

Alba disse as palavras por ele.

No segundo seguinte, a mão calejada do homem apertou violentamente o pescoço fino dela.

— Cale a boca! A Stella não era uma amante!

Sufocada de repente, Alba perdeu o fôlego e não conseguiu evitar uma tosse engasgada:

— Se o Sr. Soares realmente acreditasse que eu sou a sua irmã Stella, quando gritou comigo agora, não teria dito 'ela não era uma amante', mas sim 'você não era uma amante', não é mesmo?

Jefferson apertou os lábios finos:

— Eu só queria ter certeza...

— Sr. Soares!

Alba ficou verdadeiramente irritada. Ela o encarou com os olhos vermelhos:

— Fico muito feliz por não ser a sua irmã Stella. Se ela ainda estivesse viva, aposto que também não ficaria com um lunático como você, que brinca com a vida dos outros de forma tão leviana!

Após dizer isso, ela o empurrou, virou-se, pegou suas roupas na mesa de cabeceira e correu para o banheiro.

Olhando para o próprio reflexo no espelho, com o rosto banhado em lágrimas, ela jogou punhados de água fria no rosto.

Mas não conseguia impedir as lágrimas de continuarem a cair.

— Lunático!

Ela cerrou os dentes, agachou-se lentamente no chão, escondeu o rosto nos joelhos e soluçou baixinho, consumida por uma mistura de ressentimento e mágoa.

Ele não tinha mudado absolutamente nada. Continuava pensando apenas em si mesmo, sem nunca considerar os sentimentos dos outros.

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