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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 59

Imediatamente a seguir, cenas loucas de quando ela havia sido encurralada por Jefferson naquele sofá e naquela mesa inundaram sua mente...

Tantos anos haviam se passado, e a mesa e o sofá não tinham sido trocados...

Especialmente quando ela o viu passando suavemente a mão pelo vidro da janela enquanto falava ao telefone, o rosto de Alba ardeu intensamente.

Em sua cabeça, surgiram novamente as lembranças dela e dele contra aquela mesma janela...

Naquela época, ela sempre ficava com o rosto completamente vermelho, mas olhava secretamente para o reflexo do homem atrás dela no vidro.

Aquele corpo bonito com músculos definidos, o rosto frio e belo, e aqueles olhos profundos como redemoinhos dos quais não se podia escapar depois de um único olhar...

As imagens do passado passavam como um filme em sua mente, e as bochechas de Alba queimavam.

— No que está pensando?

Uma voz masculina, profunda e agradável, veio de cima de sua cabeça.

O coração de Alba errou uma batida.

Ela nem sabia quando ele havia terminado a ligação, nem quando havia se aproximado dela.

Ele estava tão perto que, quando Alba ergueu a cabeça apressadamente, sua testa esbarrou no queixo dele por acidente.

No instante do contato pele a pele, ela deu dois passos para trás, assustada.

Jefferson olhou fixamente para o rostinho anormalmente vermelho da mulher:

— Por que seu rosto está tão vermelho? Está com febre?

Ao terminar de falar, ele tocou a testa dela com as costas da mão.

Alba não teve tempo de se esquivar e, assustada, afastou a mão dele.

Ao ver que ela estava novamente ansiosa para evitá-lo, Jefferson sorriu, com um misto de irritação e diversão:

— Por que está se escondendo? Acha que eu vou te devorar?

Enquanto falava, seu olhar sombrio avaliava a mulher.

Naquele dia, ela vestia um casaco longo de lã na cor creme.

Por baixo, uma blusa fina branca de gola alta, que destacava sua pele rosada e incrivelmente macia.

Uma calça jeans azul-escura valorizava ainda mais suas pernas finas e retas.

Seus longos cabelos levemente ondulados caíam sobre a cintura, dando a ela um ar muito gentil.

Aqueles olhos eram a coisa mais bonita nela.

O pomo de adão do homem subiu e desceu. Ele voltou para trás da mesa e se sentou.

Depois que ele abriu a lancheira, Alba entregou rapidamente os talheres descartáveis.

Ela não queria que ele usasse os talheres que estavam guardados dentro de sua própria lancheira.

Jefferson pegou o talher, pegou um pedaço de refogado de legumes e, após a primeira mordida, suas pupilas se contraíram levemente.

— Revise o contrato deste projeto e entregue para mim antes do fim do expediente.

— Sim...

Alba estendeu a mão para pegar os documentos e, lembrando-se de algo, colocou a sacola que esteve apertando nas mãos sobre a mesa:

— Sr. Soares, este é o casaco que o senhor me emprestou antes. Eu já o lavei.

Jefferson pareceu não se lembrar de imediato de quando suas roupas tinham ido parar nas mãos dela. Ele abriu a sacola, deu uma olhada, franziu a testa e a jogou de volta:

— Lavado?

— Sim...

Depois de dizer isso, ela se apressou em acrescentar:

— Lavei à mão, a roupa não estragou.

As sobrancelhas do homem se franziram ainda mais:

— Estou dizendo que não gosto desse perfume.

Chegando a esse ponto, ele a encarou com um olhar profundo e acrescentou:

— Eu gosto do aroma original da roupa.

O coração de Alba se apertou levemente.

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