Com uma lancheira na mão, ela provavelmente estava a caminho da copa para comer.
Como a lancheira era rosa e não combinava muito com o estilo de um homem, ela não pôde deixar de dar uma segunda olhada.
A lancheira parecia um pouco gasta, mas familiar.
No entanto, ela não pensou muito a respeito.
Alba se levantou e cumprimentou:
— Sr. Oliveira.
Leôncio olhou para uma lancheira rosa semelhante em cima da mesa dela e perguntou:
— O que tem de bom aí para o almoço?
Enquanto dizia isso, ele se aproximou da mesa dela.
Alba não teve escolha a não ser abrir a lancheira:
— É apenas uma comida caseira simples.
Ao ver a comida bem organizada e com um aspecto delicioso na lancheira, Leôncio abriu um sorriso gentil:
— A Dra. Aragão cozinha muito bem.
Alba sorriu levemente:
— Obrigada.
Leôncio pesou a lancheira em sua própria mão:
— Hoje é feriado na minha terra natal, e minha mãe preparou pastéis de forno maravilhosos. Dra. Aragão, se não se importar, pode provar alguns.
...
A sugestão dele foi repentina, mas a sinceridade e a simpatia em seu rosto tornavam difícil recusar.
— Tudo bem...
Apenas uma palavra havia escapado de sua boca quando uma voz masculina, fria e profunda, soou por trás dela.
— Dra. Aragão, venha ao meu escritório.
Era a voz de Jefferson.
O coração de Alba deu um salto violento.
Quando ela se virou, viu Jefferson alto e ereto como uma árvore nobre, parado na porta do departamento jurídico.
Com uma mão no bolso, a expressão em seu rosto era neutra, como se fosse apenas um passante ocioso.
— Sr. Soares.
Leôncio o cumprimentou.
— Hum.
Jefferson assentiu com a cabeça.
Leôncio virou a cabeça e olhou para Alba:
Aquelas palavras soaram um pouco autoritárias. Se ela recusasse de novo, pareceria muito indelicada.
Se fosse qualquer outro colega, já teria entregado com as duas mãos e cheia de alegria.
Para não parecer uma exceção, Alba entregou a lancheira com relutância.
Depois que Jefferson a pegou, ele jogou duas palavras friamente:
— Venha aqui.
Alba assentiu.
Ela procurou um par de talheres descartáveis na gaveta, pegou uma sacola em cima de sua mesa e saiu do departamento jurídico.
No entanto, assim que ela entrou no escritório do presidente, ficou paralisada.
Embora ela soubesse que aquele escritório era o mesmo que Jefferson havia usado há seis anos, quando ele havia acabado de entrar no Grupo Soares e ainda não era o presidente, ela não esperava que a decoração não tivesse mudado em nada.
Naquele momento, Jefferson estava em pé, em frente à janela do chão ao teto, falando ao telefone.
Sua figura era esguia e ereta, o rosto frio, a linha da mandíbula tensa. Sem saber o que a outra pessoa havia dito, sua expressão era muito séria.
Quando ele ouviu o barulho dela entrando, ele ergueu o queixo em sua direção.
Sinalizando para que ela se aproximasse.
Alba caminhou lentamente até lá.
Mas quando ela viu a mesa do escritório e o familiar sofá de couro ao lado, seu rostinho corou de repente.

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