Ele estava se referindo à fragrância das ervas naturais.
Antigamente, ele só vestia as roupas depois que ela as lavasse à mão, passasse com cuidado e as perfumasse com uma mistura especial de plantas orgânicas.
Ela não imaginava que ele ainda fosse tão exigente...
— Sinto muito, eu não sabia...
O homem jogou a roupa de volta na sacola:
— Leve a roupa e dê um fim nela.
— Sim...
Alba pegou a sacola de volta, pegou a pilha de documentos e saiu rapidamente do escritório.
No instante em que a porta se fechou.
Jefferson pegou o talher, provou outro pedaço da berinjela refogada e sua respiração falhou de repente.
Ele não sabia se estava pensando demais, mas a comida de Alba se parecia muito com a de Stella...
...
Alba voltou para a sua mesa e soltou um suspiro de alívio.
Ela sentiu que ele a estava testando...
Parecia que ele ainda não havia descartado as dúvidas sobre sua identidade.
Ela não foi ao refeitório; pegou um pãozinho na bolsa, comeu-o e começou a ler os contratos.
Quando Evelásio e Zanete retornaram, ela distribuiu os materiais.
Zanete folheou a grossa pilha de documentos e soltou um murmúrio de lamentação:
— Com essa quantidade absurda de trabalho, estão nos tratando como mulas de carga, é?
Evelásio brincou:
— Anda logo com isso. Você achou que tinha vindo para cá tirar férias?
Zanete revirou os olhos para ele:
— Já que o Dr. Rodrigues tem força de sobra, por que você não faz tudo sozinho?
— Tudo bem, mas o seu salário fica para mim.
— Tsc!
Enquanto os dois discutiam, os outros colegas do departamento jurídico foram chegando um a um.
Zanete era muito sociável. Como havia acabado de chegar, foi até a área de trabalho interna com um sorriso no rosto para cumprimentar a todos, um por um.
Abaixo dessa mensagem fixada, os ex-colegas respondiam "Recebido" um após o outro.
Um dos colegas enviou uma mensagem.
[Por que a Stella Jesus nunca aparece por aqui?]
[Colega, o quão desinformado você é? Ela trancou a matrícula há seis anos.]
[Que bobagem, ela morreu.]
[Meu Deus, é sério? O que aconteceu?]
[Vocês não sabiam? Há seis anos, ela era apaixonada pelo próprio irmão, que também é o veterano Jefferson da nossa Universidade do Brisamar. O amor não era correspondido. Na festa de noivado do Jefferson, ela picotou o vestido da noiva, levou um tapa dele e, em busca de vingança, ateou fogo ao próprio corpo.]
[Nossa, eu também ouvi falar sobre isso! Várias pessoas morreram! E um bombeiro também sacrificou sua vida.]
[Caramba! Ela morreu e arrastou um monte de gente junto com ela. Que mulher cruel!]
[Gostar do próprio irmão... Ugh, só de pensar me dá nojo! E ela nem pensou por que o Jefferson se interessaria por uma porca como ela?]
Os ex-colegas discutiam acaloradamente. A representante da turma, Mariana, marcou todos de novo:
[Quem continuar espalhando boatos infundados será expulso do grupo!]
Depois de enviar essa mensagem, ela simplesmente silenciou o grupo.

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