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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 156

Patricia chorou compulsivamente, alternando entre soluços de lamento e ameaças. Depois de todo o escândalo, virou as costas e foi embora, batendo os saltos altos com força.

Temendo que o temperamento de Patricia pudesse causar mais problemas, Adelina deu dois passos apressados para tentar segui-la, mas se engasgou levemente com o ar frio. Incapaz de se conter, cobriu a boca com a mão e começou a tossir.

Jefferson se aproximou e a segurou para dar apoio.

Adelina ergueu os olhos para Jefferson, com as bordas avermelhadas de mágoa.

— Jefferson, você ouviu tudo?

— Ouvi.

Adelina segurou a mão dele.

— Minha tia Patricia sempre foi muito orgulhosa. É impossível que ela peça desculpas. Jefferson, precisamos pensar em um jeito de fazer a Alba retirar a queixa por conta própria.

Jefferson franziu levemente a testa.

— O que ela decide fazer não é algo em que eu possa interferir.

— Você é o chefe dela. Se você exigir alguma coisa, acha mesmo que ela ousaria desobedecer?

Jefferson apertou os lábios finos.

— Um caso de agressão não tem nada a ver com o trabalho.

Adelina hesitou por um momento.

— E se oferecermos um pouco de dinheiro a ela...

— Acho que dinheiro não vai resolver o problema.

Acompanhando uma voz grave e profunda, Miguel Miranda se aproximou do outro lado do corredor.

Adelina cobriu a boca, tossindo algumas vezes.

— O que você quer dizer com isso?

Ao ver o rosto dela corado pela tosse, Miguel sentiu uma preocupação sutil, embora não a demonstrasse. Apenas suavizou bastante o tom de voz.

— Acabei de voltar da delegacia. A polícia já conseguiu as imagens das câmeras de segurança e também ligou para Alba para confirmar. A posição dela é clara: não aceita pedido de desculpas nem tentativa de acordo. Então, mesmo que ofereçam dinheiro, ela não vai aceitar.

Adelina franziu as sobrancelhas.

— Já que ela não deixa espaço para negociação, então eu também vou registrar um boletim de ocorrência. A filha dela empurrou a Bruna e a fez cair, deixando um galo enorme na cabeça. Eu tenho o laudo médico aqui e também vou responsabilizá-la.

Jefferson o ignorou.

Adelina apertou as mãos discretamente.

O fato de Jefferson saber aquelas leis de cor provava que ele ainda não tinha esquecido Stella...

Só de pensar nisso, ela se enchia de ciúme e ódio.

Será que ela não conseguia superar nem mesmo uma morta?

Adelina se forçou a controlar as emoções e voltou ao assunto principal.

— Então o que fazemos agora? Vamos mesmo ficar de braços cruzados, vendo a minha tia ser presa por meio mês? Ela tem problemas cardíacos. Ser colocada na cadeia acabaria com a saúde dela.

Enquanto falava, Adelina ficou tão desesperada que quase começou a chorar.

— Jefferson, com os contatos da Família Soares, não dá para usar influência e ajudar a minha tia?

Jefferson deu leves tapinhas no ombro dela.

— Entre e fique com a Bruna. Vou conversar um pouco com o Miguel.

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