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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 152

Mostrando apenas o topo da cabeça, a menina lançou um olhar tímido e furtivo para o “moço mau”. Em seguida, puxou levemente a mão de Alba e perguntou:

— Mamãe, o moço mau veio me prender?

Ao ouvir as palavras “moço mau”, a expressão de Jefferson enrijeceu por um instante.

Alba acariciou a cabeça da filha e murmurou com doçura:

— A mamãe está aqui, não precisa ter medo.

O mundo das crianças era muito simples.

Ela tinha esbarrado em outra criança e levado um tapa da mãe dela.

Agora, ao dar de cara com o pai da mesma criança, era natural que achasse que ele estava ali para castigá-la.

— Vieram fazer exames?

Jefferson perguntou, lançando um olhar para as guias médicas nas mãos de Alba.

Alba o encarou com frieza e simplesmente o ignorou.

Segurou a mão da filha com firmeza e virou as costas para ir embora.

Assim que chegaram à porta da sala de tomografia, ouviram o médico chamar o nome de Elara.

Alba entregou a guia de exames ao profissional.

O médico conferiu o papel, explicou algumas orientações de praxe e pediu que ela entrasse com a criança.

Seguindo as instruções médicas, Alba deitou Elara na maca do equipamento. Depois de acalmar completamente a filha, saiu da sala de exames.

Ao levantar os olhos, lá estava Jefferson de novo.

Alba continuou a ignorá-lo. Encostou-se em uma parede próxima, mantendo o olhar fixo na porta fechada da sala.

Vendo a postura fria dela, Jefferson se aproximou e parou ao lado.

— Sobre o que aconteceu hoje...

— O caso já está nas mãos da polícia.

Alba virou a cabeça e lançou-lhe um olhar cortante.

— Senhor Soares, é melhor conversarmos só quando a investigação terminar. Não há pressa.

— Alba.

Jefferson a chamou com a voz grave e profunda.

— Você está com raiva de mim?

O semblante de Alba se fechou numa expressão de fúria contida.

— Senhor Soares, e se a sua preciosa filha tivesse levado um tapa no rosto de um estranho, como o senhor reagiria?

— Aqui.

Alba levantou a mão.

— O exame terminou. Pode entrar e buscar a criança.

— Está bem...

Assim que Alba deu o primeiro passo, sua visão escureceu de repente.

Logo em seguida, uma tontura avassaladora tomou conta da sua cabeça.

Seu corpo cambaleou. Quando tentou se apoiar em algo por puro reflexo, uma mão grande e firme a segurou pela cintura.

— O que foi?

Com a palma da mão apoiada com firmeza na base das costas dela, Jefferson a ajudou a se manter em pé.

O médico percebeu a palidez extrema de Alba e o suor frio brotando em sua testa. Interveio na mesma hora:

— Sua esposa deve estar com hipoglicemia. Ajude-a a sentar e descansar um pouco.

Ao ser chamada de “esposa” por engano mais uma vez, Alba tentou se desvencilhar do aperto do homem, sentindo uma onda de aversão. No entanto, Jefferson a pegou no colo com facilidade, caminhou até a área de espera e a acomodou em uma das cadeiras vazias.

— Fique sentada aqui. Eu vou buscar a menina para você.

Dito isso, ele depositou no colo de Alba o envelope com os exames que carregava e, sem sequer lhe dar tempo de recusar, virou-se e seguiu o médico para dentro da sala de tomografia.

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