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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 153

Alba apoiou-se no braço da cadeira para se levantar. Quando chegou à porta da sala de exames, Jefferson estava saindo com Elara nos braços.

— Mamãe, eu quero o colo da mamãe...

Elara resistia ao colo de Jefferson. Ao ver Alba, inclinou o corpo e esticou os bracinhos, tentando se jogar na direção da mãe.

Alba estendeu as mãos para pegá-la, mas Jefferson se esquivou levemente para o lado.

— Você estava prestes a desmaiar há um minuto. Acha mesmo que tem forças para segurar uma criança?

Alba franziu os lábios pálidos.

De fato, sua cabeça ainda girava e ela se sentia fraca; seria muito difícil carregar a menina naquele estado.

— Mamãe, o que aconteceu com você?

Ouvindo o que Jefferson disse, Elara olhou para a mãe, preocupada.

Antes que Alba pudesse responder, Jefferson acariciou a cabeça da menina.

— Sua mãe não está se sentindo muito bem.

Com essas palavras, ele acomodou Elara em um dos braços, segurou o pulso de Alba com a mão livre e as conduziu de volta à área de espera. Colocou a criança na cadeira e ajudou Alba a se sentar novamente.

— Espere aqui um instante. Vou buscar os resultados dos exames para você.

Dizendo isso, caminhou em direção à sala de tomografia.

— Mamãe, o moço mau... parece que já não é tão mau assim.

Elara murmurou baixinho.

Alba franziu a testa, mas permaneceu em silêncio.

Felizmente, depois de descansar um pouco, a sensação de vertigem diminuiu bastante.

Ainda assim, seu corpo continuava sem muita energia.

Cerca de dez minutos depois, Jefferson voltou com as imagens da tomografia de Elara.

— Tem mais algum exame pendente?

Ele perguntou.

Alba pegou o envelope e balançou a cabeça negativamente.

— Quer que eu acompanhe vocês até o consultório do médico agora?

— Sim, eu levo a menina...

Antes que ela terminasse a frase, Jefferson se inclinou e pegou Elara no colo mais uma vez.

— Eu levo vocês.

A essa altura, Elara já não tinha tanto medo dele quanto antes. Com os olhinhos brilhantes, encarou-o e disse:

— Moço, você não pode mais fazer mal para a minha mamãe.

Um leve sorriso curvou os lábios de Jefferson.

Ao sair do consultório com a filha, ela viu Jefferson encostado na parede do corredor, a certa distância. A postura dele era alta e elegante; com uma mão segurava duas sacolas e, com a outra, falava ao celular.

Ao ouvir os passos, o homem virou o rosto, encerrou a chamada e foi até ela.

— O que o médico disse?

Alba puxou a filha, dando um passo para trás. O tom de voz dela era gélido.

— A gravidade exata dos ferimentos será comunicada a você pela polícia mais tarde.

Dito isso, segurou firme a mão de Elara e saiu andando.

Jefferson estendeu o braço para impedi-la.

— Deixe-me levar vocês para casa.

— Não precisa.

O homem apertou os lábios e lhe entregou uma das sacolas.

— Você está com hipoglicemia. Coma alguma coisa antes de ir.

— Obrigada, mas eu já estou me sentindo bem.

Alba empurrou a sacola de comida de volta para as mãos dele, pegou a mãozinha da filha e se afastou a passos rápidos.

Observando as duas figuras, uma alta e uma pequena, desaparecendo no corredor, Jefferson franziu o cenho. Aquela dor surda e inexplicável voltou a apertar seu peito.

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