— Espera.
Adelina recusou-se a ir embora:
— A nossa filha foi agredida, não podemos deixar isso barato.
Dito isso, ela caminhou até Alba:
— Alba, foi a sua criança que derrubou a minha filha, não foi?
Antes que Alba pudesse dizer qualquer coisa, Patricia se intrometeu, apontando para Elara, que estava atrás de Alba:
— Adelina, foi a filha dela que empurrou a Bruna!
Ao ouvir isso, Adelina olhou para Alba com extrema irritação:
— Alba, não sou uma pessoa irracional. Sei que esbarrões entre crianças que estão brincando são normais. Mas o galo na cabeça da minha filha está enorme. A sua filha tem que pedir desculpas à minha, e em consideração ao fato de já nos conhecermos, não vou levar isso adiante.
Assim que ela terminou de falar, Jefferson fechou a expressão, estendeu a mão e agarrou o braço de Adelina:
— Vamos levar a Bruna ao hospital primeiro.
Quando Adelina ainda tentava insistir, Alba, que estava em silêncio até então, fitou o casal com um olhar gélido:
— Vocês não cansam de dizer que foi a minha filha quem empurrou a de vocês, e ainda querem que ela peça desculpas? Muito bem, para garantir a justiça, vamos chamar a polícia.
Dito isso, quando estava prestes a ligar para o 190, dois policiais fardados se aproximaram.
— Com licença, o que está acontecendo aqui?
Os policiais abriram espaço no meio da multidão e perguntaram.
Alba abaixou os olhos para o número da emergência que não chegou a chamar na tela do celular e franziu a testa, confusa.
Não sabia quem havia chamado a polícia.
De qualquer forma, ela não tinha tempo para pensar nisso.
Depois de avaliar o ambiente à sua volta, pegou a filha no colo e dirigiu-se aos policiais:
— Senhor policial, se quiserem entender exatamente o que aconteceu, por favor, peçam para analisar as imagens das câmeras de segurança.
E, ao falar, apontou para o rostinho vermelho e inchado de Elara:
— Além disso, a minha filha levou um tapa no rosto. Mesmo que a polícia não tome nenhuma providência, eu vou processar a agressora até as últimas consequências.
— Mantenha a calma, primeiro precisamos tratar o rosto da criança.
Ao ver o rostinho de Elara, o policial ficou perplexo.
— O que vamos fazer agora?
Depois de entregar Bruna aos braços dela, Jefferson virou-se para os policiais:
— Senhor policial, já que a ocorrência foi registrada, vocês podem seguir com os procedimentos padrão. No entanto, eu preciso levar a minha filha ao hospital agora para realizar exames.
— Tudo bem, assine isso aqui. Se houver qualquer desenvolvimento, a polícia entrará em contato com o senhor.
Dito isso, o policial entregou-lhe o documento de notificação de ocorrência.
Após assinar, Jefferson olhou para Alba com um olhar complexo:
— Venha no meu carro até o hospital para fazermos os curativos nas crianças.
Alba recusou com frieza:
— Não é necessário, eu vou sozinha.
Ao dizer isso, de repente ela se lembrou de Talles e Demian.
Será que aqueles dois ainda estavam brincando lá dentro?
Alba se virou, olhando aflita para a multidão de crianças brincando dentro do parque, procurando desesperadamente por Talles e Demian, quando o seu celular apitou.

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