— Essa filha foi o que você tanto lutou para ter. Se você não tem capacidade de gerar uma criança saudável, a culpa não é minha.
Olavo virou o rosto, mas o olhar ficou frio. Ao olhar para Isadora, ainda havia um traço de deboche nos olhos.
— Ou será que você já esqueceu como foi que subiu na minha cama, sem um pingo de vergonha? Como planejou tudo para engravidar dessa filha?
— Se gosta tanto de criança assim, tudo bem. Eu te dou outra.
Dizendo isso, Olavo deu um passo à frente, segurou o queixo de Isadora e a beijou à força.
Nojento. Aquilo era nojento demais.
Isadora jamais imaginou que sentiria tanto nojo. Com toda a força que tinha, empurrou Olavo com raiva.
— Estamos divorciados, Olavo. Você não tem vergonha?
Olavo nunca pensou que ela o rejeitaria assim, mesmo com ele tomando a iniciativa.
Seu olhar se encheu de irritação:
— Isadora, a gente não assinou nenhum papel de divórcio. Ainda somos marido e mulher. Vai fazer cena agora, para quê?
Era isso que ela queria, não era? Então por que estava se fazendo de difícil agora?
— Seu desgraçado! Tem um pai como você, é a maior tragédia da vida da Aline. Some da minha vida! E nunca mais apareça na minha frente!
Ela finalmente entendeu: nem ela, nem sua filha Aline, significavam nada. Na cabeça dele, elas não passavam de objetos. Talvez até menos do que um cachorro.
Ela estava com o coração despedaçado, mas aliviada. Ainda bem que Aline já não estava mais ali. Ainda bem que sua filha não precisava ver esse lado nojento do próprio pai.
— Isadora, essa é uma chance rara. É melhor você pensar bem.
Olavo se sentou calmamente na cadeira ao lado, cruzou as pernas e olhou para ela com desdém, como se tivesse o controle de tudo.
Ele tinha certeza: essa mulher não ia perder essa chance.
— Se arraste até aqui e me agrada. Eu te dou outro bebê, um que seja saudável.

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