Rafael falou com firmeza, seus olhos fixos nela, carregados de sentimentos que ele guardava há anos:
— Naquela época, quando fui embora, me arrependi no profundo Agora, só quero ficar ao seu lado.
— Isadora, você não precisa me responder, mas, por favor, não me expulse.
No passado, seu orgulho o impediu de expressar o que sentia, e por isso perdeu a mulher que amava. Agora, depois de tanto tempo, ele não pretendia repetir o mesmo erro.
Talvez fosse pela intensidade das palavras dele, ou talvez porque aquela antiga emoção de juventude tivesse sido despertada, mas Isadora sentiu algo dentro dela se aquecer.
Ela achava que sua vida já estava definida, que não teria mais surpresas. Mas, para sua surpresa, o destino deu uma reviravolta e colocou de novo em seu caminho o homem que ela gostava na juventude.
— Isadora, sua filha morreu, e você, como mãe, parece bem tranquila. Já arrumou um novo homem?
A voz fria e cheia de desprezo de Olavo ecoou pelo quarto.
Ele estava parado na porta, braços cruzados, olhando para os dois com um olhar gelado. Era impossível não perceber a conexão entre eles.
Aquele tom de sarcasmo e frieza quebrou o momento entre os dois. Quase ao mesmo tempo, Isadora e Rafael olharam para a porta.
Quando os olhos de Isadora encontraram o rosto frio e impenetrável de Olavo, uma dor profunda transpassou seu peito. As palavras que ele disse foram como lâminas afiadas, rasgando seu coração.
Ela já havia imaginado inúmeras vezes a reação de Olavo ao saber da morte de Aline.
Será que ele ficaria triste?
Será que se arrependeria?

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