— Isadora, não seja tão sem vergonha!
Olavo franziu a testa, e o resquício de culpa que tinha sentido desapareceu na mesma hora.
Antes, ele sempre achou que essa mulher fosse ardilosa, mas pelo menos sabia se portar. Só que agora, parecia ter enlouquecido de vez.
— Quem é que tá sendo sem vergonha aqui? A gente já se divorciou, e você ainda fica insistindo. O que você quer, afinal?
Ela soltou uma risada fria e continuou:
— Será que só percebeu que me amava depois que me perdeu? Agora quer voltar? E a sua querida Tereza, como fica nessa história?
O tom de deboche de Isadora, carregado de desprezo, foi como uma lâmina afiada, cortando fundo no coração de Tereza.
As lágrimas de Tereza começaram a rolar:
— Olavo, se você realmente gosta dela, posso sair de cena...
— Eu... Eu só estou com você porque te amo, não quero mais nada. Mas se você não me quiser mais, é só dizer.
Dizendo isso, tentou enxugá-las rapidamente, sem querer parecer fraca diante de Olavo.
Ao vê-la chorando, Olavo sentiu um aperto no peito. Num impulso, passou o braço ao redor da cintura dela e olhou para Isadora com frieza:
— Você tá se achando demais. Se não fosse pela Aline, eu nunca teria olhado na sua cara.
E soltou um riso irônico:
— Você sabe muito bem como essa criança veio ao mundo. Foi tudo um jogo seu. Agora, arque com as consequências.
Tereza suspirou e lançou um olhar de falsa compaixão para Isadora, como se estivesse com pena dela:
— Isadora, sei que você sempre teve raiva de mim porque Olavo me ama, mas você nunca deveria ter usado uma criança para vencer.

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