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Bilionário, Vamos Nos Divorciar romance Capítulo 430

AIDEN

— Está tudo bem — disse Sharon, abraçando-me pelos ombros. — Você precisa parar de se culpar, amor. Não foi sua culpa e se afundar nessa investigação não vai te ajudar.

— Eu preciso encontrar os responsáveis, Sharon. Descobrir quem fez isso é a única coisa que pode tornar essa culpa menos insuportável.

— Se essa é a única forma, então faça isso — ela me encorajou. — Vou garantir que meu pai continue envolvido no caso, prometo.

O pai dela já havia me ligado uma vez para me consolar pela morte da minha filha — que não era filha da Sharon — e o tom dele não soava muito disposto a ajudar. Fiquei surpreso que ela tenha contado algo para ele. Duvido que queira se envolver na busca pelo assassino de uma criança com quem ele não tem nenhuma relação. Mas guardei esse pensamento para mim.

— Obrigado — agradeci.

Ela me abraçou de leve e, dessa vez, não se afastou imediatamente. Eram dias assim, raros, que ela não recuava como se eu tivesse alguma doença sempre que eu tentava tocá-la.

— Agora, será que você pode sorrir para mim? — perguntou, sorrindo enquanto puxava levemente minhas bochechas para formar um sorriso forçado.

Afastei as mãos dela e ela suspirou, fingindo tristeza.

— Tudo bem, se você não acha que eu mereço um sorriso, e o seu filho? — disse, colocando a mão sobre a barriga.

Minhas mãos coçaram para fazer o mesmo, ou para encostar meu ouvido em sua barriga, mas a última vez que tentei ela gritou de dor e eu recuei imediatamente.

— O que você fez? — perguntou, me encarando com raiva.

— Nada, só tentei…

— Nunca mais faça isso. Dói pra caramba — respondeu, deitando-se de costas.

Depois disso, passei um bom tempo pesquisando no celular o que poderia ter causado aquela dor repentina. Desde então, me limitei a apenas olhar para sua barriga, sem tocar.

— Aiden? — ela acenou a mão diante do meu rosto.

Pisquei, voltando à realidade, e forcei um sorriso.

— Por você e pelo bebê.

Ela corou, me puxou pela mão e nos conduziu até a sala de jantar. Tinha cozinhado de novo, e eu notei a pilha de louças sujas na cozinha.

Enquanto comíamos, quase perguntei por que ela não queria mais a empregada em casa, quando ouvimos a campainha.

— Eu atendo — disse, levantando-me antes dela e indo até a porta.

Franzi a testa ao ver quem era. Sorri, mas sem esconder minha surpresa.

— Detetive?

— Bom dia, Sr. Aiden — cumprimentou o detetive que eu havia contratado para o caso da Amie. Na hora, temi que ele estivesse ali para voltar a acusar Sharon. Dessa vez, eu não toleraria.

— Sua esposa está em casa?

— Sim. Mas por que está aqui? Alguma pista?

Ele assentiu.

— Capturamos os sequestradores.

Meus olhos se arregalaram. Era a melhor notícia que eu podia receber.

— Isso é incrível! — Minha expressão mudou rapidamente. — Mas o que minha esposa tem a ver com isso?

O detetive respirou fundo.

Mas, para minha surpresa, quem abriu foi Dennis, fechando a porta atrás de si.

— Oi, Dennis.

— O que você está fazendo aqui, Aiden?

Ignorei o tom hostil. Desde a morte da Amie, não falávamos, mas era evidente que ele estava furioso.

— Como a Ana está?

Ele deu de ombros.

— Está bem.

Minha expressão ficou ainda mais confusa. Não era típico de Dennis ser tão frio ao falar dela. Será que eles brigaram?

— Onde ela está?

Ele suspirou.

— Foi internada em uma clínica de saúde mental.

Minha testa se franziu ainda mais.

— Uma clínica psiquiátrica? Como assim?

Ele suspirou, visivelmente exasperado.

— Olha, cara, por favor, fica longe dela. Sua esposa já fez mais do que o suficiente. Apenas... se afasta.

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