PONTO DE VISTA DO AUTOR
Assim que ouviu aquelas palavras, Aiden não pensou duas vezes antes de sair do tribunal.
O coração de Sharon se despedaçou ao ver Aiden se afastando, tempestuoso. Será que ele a desprezava tanto a ponto de não suportar assistir ao seu julgamento? Uma lágrima solitária escapou pelo seu rosto, e ela a limpou rapidamente antes que seu pai percebesse.
Mais cedo, ele havia dito:
— Chega, Sharon. Não chore por homens como ele.
Mas isso foi depois de tê-la repreendido por tudo o que ela havia feito.
— Já houve uma decisão, Sr. Aiden? Vai pagar a fiança da sua esposa?
As perguntas lançadas não chegaram nem a registrá-lo. Aiden simplesmente atravessou o estacionamento e entrou no carro, saindo velozmente do tribunal.
No caminho para o hospital, ele ligou para sua equipe de segurança, que o seguia de perto desde que ele havia saído.
— Anastasia acabou de fugir do sanatório. Quero que encontrem ela — ordenou. — Vou enviar uma foto agora.
— Entendido — respondeu um dos seguranças.
Aiden desligou e, enquanto dirigia, encontrou uma foto nítida de Ana em seu celular e a enviou imediatamente para a equipe. Em seguida, tentou ligar para Dennis mais uma vez, mas, como antes, sem sucesso.
Ao chegar ao hospital, avistou Dennis do lado de fora, terminando uma ligação.
— Ei! — Aiden correu até ele. — Acabei de saber...
— Sim, sim — Dennis interrompeu, visivelmente agitado, passando as mãos pelos cabelos. — Ela fugiu. Eu não sei por que ela faria isso. Ela estava melhorando, estava indo bem até ontem.
Aiden percebeu que Dennis estava à beira de um colapso. Seus olhos estavam vermelhos e sua voz, embargada.
— Eu já mandei uma equipe da segurança do hospital começar as buscas — Dennis continuou, respirando fundo. — Estão interrogando colegas de quarto, funcionários, qualquer um que possa ter uma pista sobre seu paradeiro.
Aiden assentiu.
— Isso é bom — disse, aliviado ao saber que o hospital já tomava providências. — Eu também já mobilizei a minha equipe.
Hesitou por um momento e depois acrescentou:
— Acho que nós dois também deveríamos sair à procura dela.
— Claro — Dennis respondeu sem pensar duas vezes. — Eu só estava dando instruções para a babá antes de sair.
As palavras chamaram a atenção de Aiden.
— Justin está bem?
Dennis balançou a cabeça e caminhou até seu carro, com Aiden logo atrás.
— Não diria que está mal. Desde a morte da Amie, às vezes ele chora por horas, até adormecer. Aconteceu de novo hoje. A babá já não sabia mais como lidar com a situação.
— Ah… — Aiden murmurou, surpreso. Era inesperado saber que Dennis era quem conseguia acalmar o menino.
O celular de Dennis tocou assim que entratam no carro. Ele atendeu rapidamente.

Anastasia estava em frente ao balcão, claramente agitada.
— Eu não tenho dinheiro, só me dê um lanche e eu vou embora — implorava ao atendente, que a encarava, hesitante.
— Ana! — chamaram os dois ao mesmo tempo.
Ana girou nos calcanhares e fugiu sem olhar para trás.
— Ana, por favor, para! — gritaram, correndo atrás dela.
Desesperada, Ana conseguiu parar um táxi.
— Me leve para longe daqui. Para qualquer lugar, só saia daqui! — repetia ao motorista, batendo no ombro dele.
Sem entender a situação, o motorista apenas assentiu e arrancou.
— Droga! — Dennis rosnou e correu de volta para o carro. Antes que Aiden pudesse acompanhá-lo, Dennis já havia partido em alta velocidade, perseguindo o táxi.
Dennis mantinha os olhos fixos no carro de Ana, acelerando cada vez mais. Porém, não viu o cruzamento logo à frente nem o caminhão que se aproximava rapidamente pela direita.
O motorista do caminhão buzinou com força, mas o peso do veículo impediu que ele freasse a tempo.

O carro capotou violentamente até parar de cabeça para baixo na calçada, estilhaços de vidro espalhados por todo o lado.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Bilionário, Vamos Nos Divorciar