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Bilionário, Vamos Nos Divorciar romance Capítulo 380

ANASTASIA

— Está esperando um bebê em oito meses?! — Eu exclamei, boquiaberta, enquanto olhava para a legenda. — Por que diabos o Aiden não me contou isso?

Joguei meu celular para o outro lado da cadeira onde estava sentada e passei as mãos pelo meu cabelo. Como ele pôde deixar ela grávida enquanto eu estava carregando o filho dele?

“Bem, ela é a esposa dele e você não é. Além disso, não é como se você fosse deixar ele ter o filho dela depois que a Amie estiver bem.”, uma voz disse na minha cabeça.

— Eu sei, eu sei. — Murmurei. Mas aquilo vai gerar complicações. Aquela gravidez, naquele momento, de alguma forma, só complicaria as coisas para todos nós. Deus, por que minha vida sempre tinha que ser cheia de complicações? Por que tudo tinha que dar errado? Por que as coisas sempre saíam do caminho certo toda vez que eu conseguia colocá-las lá?

Fechei os olhos e respirei fundo.

"Calma, Anastasia, tudo vai ficar bem. Nada precisa dar errado só porque a esposa legítima do Aiden está grávida dele. Eu preciso relaxar e pensar nas melhores coisas da minha vida e nas coisas positivas que essa gravidez vai trazer. Eu tenho a Amie, que ainda está viva. Ela ainda sorri, pinta e ri. Isso já é o suficiente para ser grata. Eu tenho o Dennis, meu marido e amigo amoroso, que sempre vai estar ao meu lado, aconteça o que acontecer. Além disso, a gravidez da Sharon vai ser uma distração para o Aiden. Ele vai estar ocupado demais cuidando da esposa e acompanhando-a nas consultas no hospital como casal, para ficar constantemente me vigiando. Ele também vai ter mais do que o suficiente para pagar, então nem vai pensar em pagar as contas da Amie. E não vai ter motivo para o Dennis ficar bravo novamente. Outro ponto positivo é que não vai ter a apreensão de que o Aiden queira ter direitos iguais sobre o bebê, já que ele também vai ter o seu próprio filho."

Estiquei os lábios em um grande sorriso.

"Está tudo bem, Anastasia. Vai ficar tudo bem. Todos e tudo vão ficar bem. A Amie vai ficar bem, eu e o Dennis vamos ficar bem, a Sharon, o Aiden e o filho deles vão ficar bem." Coloquei a mão sobre a barriga e então passei a palma da minha mão sobre ela. "Você também vai ficar bem, amor."

Depois de me convencer de que tudo ficaria bem, peguei meu celular e continuei rolando pela tela.

Meu estômago começou a roncar. Finalmente desisti de esperar pelo Dennis.

— Vai dar tudo certo. — Eu repeti enquanto colocava parte da refeição que preparei para ele em um prato, pegava uma garrafa de água e meu celular e subia as escadas.

Fui comendo colheradas da comida enquanto subia as escadas. Balancei a cabeça, satisfeita comigo mesma. Isso com certeza iria aliviar o nó de raiva no coração do Dennis.

No nosso quarto, me sentei na cadeira diante da penteadeira, liguei o notebook e coloquei um filme.

Depois de um tempo, abandonei a pequena porção que restava no prato e me concentrei no filme.

Soltei um suspiro abafado quando senti uma dor repentina abaixo da barriga.

Apertei a área onde senti a dor e esfreguei, franzindo o rosto.

— Ah não, comi demais? — Eu pensei quando senti outra dor. Daquela vez, uma dor mais aguda. Estava doendo tanto e eu tive que pausar o filme.

— Ahh. — Gemi, enquanto a dor aguda se tornava incessante. Parecia uma cólica, mas eu com certeza não estava menstruada.

Eu me disse que só precisava deitar um pouco, quando a dor diminuiu um pouco.

Com uma das mãos na barriga, levei o notebook com a outra mão e fui até a cama.

Coloquei o notebook na mesa de cabeceira e então me deitei de lado, me encolhendo, esperando que a dor passasse.

Por alguns minutos, não senti nada. Cheguei até a rir de uma cena engraçada. Então, de repente, assim como da primeira vez, sem aviso, a dor aguda tomou minha barriga com tanta força que eu soltei um gemido baixo, ficando tonta por um momento.

Nos minutos seguintes, desisti da ideia de assistir ao filme e me deitei na cama, tentando aliviar a dor. Mas a dor só foi ficando mais intensa.

Por vários minutos depois, permaneci encolhida no chão frio, tremendo, com o celular ainda em minhas mãos.

A cada minuto que passava, eu sentia um pedacinho de mim morrer com a dor crescente. Eu sabia que não podia continuar esperando. Eu precisava de ajuda.

“190.”, pensei comigo mesma. “Disque 190.”

Mas, enquanto a chamada estava sendo feita e eu esperava uma resposta, me vi encarando o identificador de chamadas. Aiden.

***

SHARON

Levantei os olhos do meu laptop, irritada pela vibração que de repente tomou conta da cama. Olhei ao redor e encontrei o culpado quase que imediatamente.

A tela do celular do Aiden apagou e acendeu novamente quase que na mesma hora. Eu estava prestes a chamá-lo para pegar o celular, mas sabia que ele nunca iria sair correndo do banheiro para atender uma ligação. Ele provavelmente me pediria para atender ou deixaria o celular tocando até parar.

Peguei o celular de onde estava e fui jogá-lo no sofá para que parasse de me incomodar, mas meus olhos se fixaram no nome do chamador: Ana.

Meus lábios se torceram de forma desagradável. Eu tinha certeza de que era a mesma Ana que estava esperando o filho dele.

Sem pensar duas vezes, sem esperar que a culpa me consumisse, deslizei para a esquerda. Então, coloquei o celular ao meu lado, pronta para rejeitar todas as outras ligações dela, que eu tinha certeza de que viriam.

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