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Bilionário, Vamos Nos Divorciar romance Capítulo 379

DENNIS

Eu bati o punho na mesa de Cole, fazendo tudo que estava em cima tremer.

— O que diabos você quer dizer com não conseguir encontrar ele? Eu ouvi direito ou de repente desenvolvi algum problema no ouvido?

Cole se encolheu. Seus olhos estavam arregalados de medo e remorso.

— Desculpa, cara, eu tentei de tudo. O James simplesmente... Desapareceu sem deixar rastro depois de levar todo o nosso investimento.

A raiva ferveu dentro de mim. Eu agarrei Cole pela gola e o joguei contra a parede.

— Você é o especialista! Foi você quem garantiu por esse cara!

— Eu sei, eu sei. — Cole gaguejou, levantando as mãos defensivamente. — Acredite em mim, eu tô tão arrasado quanto você. Eu perdi cada centavo também!

Eu dei uma risada irônica.

— Sério? Bem, para você é mais fácil ficar tranquilo por perder trocados. Eu investi 6 milhões reais, cara! Você tem ideia do quanto eu sacrifiquei para juntar esse dinheiro?

As lembranças voltaram, de tudo que eu tive que abrir mão para levantar aquele dinheiro. Eu pensei que, se o investimento daquele certo, poderia comprar uma coleção nova e muito mais. Naquele momento, tudo que eu tinha para mostrar era NADA.

Soltei Cole, e minhas mãos trêmulas começaram a puxar meu cabelo de forma desordenada. Comecei a andar de um lado para o outro, minha mente correndo sobre como eu poderia corrigir aquilo.

O bar estava indo bem, mas não o suficiente para absorver uma perda tão grande rapidamente.

— Eu estou arruinado... — Murmurei, então me virei para Cole novamente. — Isso é culpa sua! Foi você quem me convenceu a entrar nessa história com seus grandes sonhos de lucros que iam mudar nossas vidas!

Cole se encolheu com a minha voz estrondosa.

— Eu não sabia que ele ia armar um maldito esquema de Ponzi! Os antecedentes, a documentação, tudo parecia certo!

— Pois claramente não estava certo! — Eu peguei um peso de papel de vidro na mesa e o arremessei pela sala. Ele estourou contra a parede com um estrondo assustador.

A secretária de Cole enfiou a cabeça pela porta, alarmada.

— Está tudo bem, Sr. Taylor?

— SAIA! — Eu rugi, fazendo com que a mulher recuasse em pânico antes de sair correndo.

Com o peito arfando, apoiei as mãos na mesa enquanto lutava para recuperar o controle. Levantei o olhar para o Cole abalado.

— Me diz que ainda tem um jeito de rastrear esse desgraçado e conseguir nosso dinheiro de volta.

Cole só pôde balançar a cabeça com pesar.

— Não tem jeito, cara. Ele cobriu as pistas muito bem.

Aquelas palavras dele detonaram os últimos fios da minha paciência. Virei a mesa com um grito animal, fazendo papéis e materiais de escritório voarem pela sala.

— Eu tô arruinado!

Peguei uma garrafinha de cristal do carrinho de bebidas e a joguei contra a parede, estilhaçando-a em mil pedaços.

Bati os punhos contra o volante novamente, e os impactos bruscos enviaram ondas de dor quente pelos meus braços.

Pelo retrovisor, percebi um casal entrando no carro próximo. Eles ficaram surpresos com o meu surto, mas logo desviaram os olhares, com expressões preocupadas no rosto.

Eu nem consegui me importar com o tipo de espetáculo que estava fazendo.

Como eles poderiam entender que minha vida inteira acabou de ser destruída em pedaços?

O som estridente do toque do meu celular cortou o silêncio pesado. Eu já sabia quem era antes mesmo de olhar a tela.

O rosto sorridente de Ana apareceu. Seus traços lindos eram absolutamente devastadores de olhar naquele momento.

Pressionei o botão de ignorar.

O celular tocou novamente instantaneamente, me fazendo estremecer. Eu o encarei, e meu peito se encheu de pânico e desespero.

— Me deixe em paz! — Gritei para o aparelho, com a mandíbula tão cerrada que meus dentes doíam. — Eu não... Eu não posso falar com você agora!

Como se respondesse, o celular começou a tocar de novo. O som incessante estava acabando com meus últimos nervos.

— Você não tem ideia! — Rosnei para a foto de Ana e, então, lancei o celular para longe de mim, em um acesso de raiva.

Ele bateu contra a janela com força suficiente para estilhaçar o vidro antes de cair no chão do carro. Inclinei a cabeça contra o encosto de cabeça e fechei os olhos com força.

Lágrimas de angústia e autodesprezo escorriam pelo meu rosto.

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