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Bilionário, Vamos Nos Divorciar romance Capítulo 371

SHARON

Mergulhar no trabalho não tinha sido uma distração suficiente. Apesar da minha carga excessiva de tarefas, eu ainda me pegava pensando em Aiden, Anastasia e no bebê deles. E tudo piorou depois que Aiden anunciou que o procedimento tinha sido bem-sucedido e que Ana estava grávida.

Eu sabia que a segunda melhor maneira de afastar esses pensamentos e não deixar espaço para sentir nada era me afundar ainda mais no trabalho. Mais distração.

E qual seria a melhor forma de me manter ocupado além de planejar um evento? Um evento beneficente para a minha empresa. Além de me manter ocupada, também nos daria a chance de nos aproximarmos do público e aumentar o reconhecimento da empresa entre aqueles que ainda não tinham ouvido falar de nós. Como tínhamos acabado de abrir aqui, poucas pessoas nos conheciam.

Quando me aproximei, o burburinho das conversas enchia o ambiente. No instante em que entrei, o silêncio tomou conta do lugar.

Assim que me sentei, fui direto ao ponto. Apoiei as mãos sobre a mesa comprida e me inclinei para a frente.

— Spencer, vamos ouvir o que você tem a dizer.

Ele assentiu e respondeu:

— Entrei em contato com vários patrocinadores e recebi resposta de dois deles ontem à noite. Eles ficaram empolgados em participar. — Um sorriso orgulhoso surgiu em seus lábios. — Ficaram impressionados com nossas conquistas anteriores e com a visão da empresa. Até insinuaram a possibilidade de investir.

Abri um sorriso. Momentos como aqueles faziam o trabalho ser mais do que apenas uma distração.

— Isso é incrível. — Elogiei, antes de me virar para o gerente de RH e os outros departamentos envolvidos.

Todos deram retornos positivos e sugeriram ideias impressionantes.

Por um tempo, acompanhei as discussões, mas, à medida que falavam, as vozes começaram a soar distantes. Meu olhar passou de um rosto animado para outro, mas tudo em que eu conseguia me concentrar era na pulsação latejante nas têmporas.

Eu sabia que devia encerrar a reunião e ir descansar, mas não podia. Eu já sabia no que aquilo resultaria. Então, continuei ouvindo. Ou, pelo menos, tentei.

Das poucas palavras que captei, entendi que o local já estava definido, mas o serviço de buffet ainda era um problema.

Óbvio que seria. Suspirei, me recostando na cadeira.

Nada nunca saiu perfeitamente. Nada.

Por que diabos minha cabeça começou a doer daquele jeito de repente? Há poucos minutos, eu estava bem. Passei os dedos pelas têmporas, tentando aliviar a tensão que se acumulava. Se ao menos fosse tão fácil acalmar a tempestade dentro da minha cabeça... E a que tomava conta da minha vida.

— Vamos resolver isso. — Murmurei, mesmo sem ter certeza do que precisava ser resolvido.

Enquanto a reunião se arrastava, as vozes ao meu redor viraram um zumbido irritante e sem sentido. A luz do ambiente ficou intensa demais. Minha respiração acelerou, mas ainda tentei me concentrar.

— Você está bem? — Ouvi alguém perguntar ao meu lado no momento em que me levantei, segurando a mesa com força. Mas não adiantou. Minhas mãos tremiam, meu apoio vacilou. O cômodo começou a girar ao meu redor.

Dei um passo na direção da porta, mas mal consegui dar um passo antes que minha visão escurecesse. Acho que errei o passo. Ouvi gritos. Meu corpo bateu contra algo...

E então, nada.

*

— Não deve levar até uma hora.

Meus olhos se arregalaram. Uma hora! Tempo suficiente para eu imaginar Aiden e Anastasia como uma família feliz.

— Isso é tempo demais, doutor. Eu tenho trabalho a fazer.

O médico balançou a cabeça e continuou:

— Aqui está a explicação mais clara para o que aconteceu.

Depois que o médico saiu, permaneci sentada ali, surpresa, enquanto encarava o resultado do exame.

Como diabos eu poderia estar grávida? A lembrança do nosso médico da família, anos atrás, me dizendo que eu não poderia conceber devido a uma condição médica ainda estava fresca na minha mente.

Será que houve algum engano? Voltei a atenção para o papel em minhas mãos. Talvez, o erro estivesse ali?

Mas o médico disse que havia feito o teste duas vezes.

Meu Deus. Apertei com mais força as bordas do papel, fechei os olhos e sorri.

Eu mal podia esperar para contar a Aiden, mal podia esperar para ver a alegria em seu rosto, para sentir sua mão sobre minha barriga.

Talvez, aquilo fosse o que precisávamos. O que traria de volta a paz e restauraria a harmonia.

Peguei minha bolsa e saí apressada do hospital. Mas, a poucos metros do meu carro, parei de repente.

O carro de Aiden acabava de entrar no estacionamento. Fiquei de lado, franzindo a testa.

O que ele estava fazendo ali?

Só quando ele desceu do carro, ao mesmo tempo que Ana saiu pelo outro lado, percebi que aquele era o mesmo hospital onde a filha dela estava internada.

Aiden disse algo, e Ana sorriu de volta.

Levei a mão à minha barriga e senti a raiva e a dor voltarem, os sentimentos que eu tentava reprimir com o trabalho, enquanto observava os dois entrando no prédio.

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