A porta do banheiro se abriu rapidamente.
Dentro, estava um homem de feições marcantes e elegantes, mas com o cabelo um tanto bagunçado e ainda vestindo um uniforme de faxineiro, o que lhe dava um ar meio desajeitado.
"Mano," Jennie disse, meio sem jeito, "eu realmente não devia ter feito isso, te fazer vir correndo lá de Cidade Vitória já foi demais, ainda te deixar esperando aqui..."
Nilo não ligou nem um pouco.
"Metade da minha vida eu devo a você, somos família, não precisa ficar com essas formalidades. Onde é o lugar? Vamos agora?"
Jennie respondeu: "Primeiro vou te colocar no quarto ao lado, quando chegar a hora, a gente vai."
"Beleza." Nilo assentiu com a cabeça e seguiu Jennie para fora.
Nesse momento, o faxineiro se aproximou.
Jennie apresentou: "Ele é do Bryan, pedi pra ele te levar. Ele conhece aqui melhor que eu."
Esse "faxineiro" era um dos dois homens que Bryan tinha infiltrado ali há um mês.
Ele já conhecia cada cantinho do lugar, sabia até onde tinha mancha nas paredes.
Nilo concordou e saiu com o faxineiro.
Jennie mesma foi até o banheiro e tirou a plaquinha de "Em manutenção", ajeitou a roupa e voltou para o salão principal.
Agora tinha ainda mais convidados do que antes.
Jennie reparou em um garçom que andava devagar em direção à porta automática.
A cada passo, ele olhava ao redor, super cauteloso.
Jennie percebeu que Maximo estava começando o plano dele, então foi direto até a Sra. Novaes e disse: "A senhora vai na frente, eu prometo tirar o Kleber daqui em segurança."
Os olhos da Sra. Novaes ficaram marejados.
"Eu... eu fico preocupada..."
Mesmo sem saber ao certo o que estava por acontecer, no jeito apressado de Jennie, ela entendeu que havia perigo sério ali.
Ela queria levar Kleber junto.
Jennie falou rapidinho: "Confia em mim, Sra. Novaes, eu juro que o Kleber não vai correr perigo. Mas se a senhora não sair agora, talvez eu não consiga cuidar dos dois ao mesmo tempo."
Sra. Novaes mordeu os lábios, mas acabou indo em direção à saída, como Jennie sugeriu.
Alguém tentou barrá-la.
"Senhora, a inauguração vai começar já, pra onde está indo?"
"Meu filho escapou, preciso ir atrás dele."
Ela parecia realmente aflita.
A pessoa hesitou, mas acabou deixando a Sra. Novaes passar.
O plano estava só começando, não valia a pena criar confusão por causa de uma só pessoa.
Sra. Novaes saiu sem problemas.
Jennie respirou um pouco aliviada, mas não completamente.
Kleber ainda não tinha sido encontrado.
Jennie mandou uma mensagem para Bryan, mas percebeu que estava sem sinal.
Ela franziu a testa, já sabendo que era coisa do Maximo.
Logo, outras pessoas também notaram a falta de sinal.
Jennie franziu a testa e o garçom pediu desculpas, aflito.
"Desculpa, moça, foi sem querer! Posso te levar para trocar de roupa?"
"Não precisa," Jennie respondeu. "Nem trouxe roupa extra."
Nesse momento, uma moça disse: "Eu trouxe, posso te emprestar."
A mulher tinha aparência comum, vestia roupas caras, mas não tinha o jeito de moça de família tradicional, e Jennie notou que as mãos dela eram bem ásperas.
Sem dúvida, era gente do Maximo.
Jennie sorriu: "Então vou aceitar, obrigada por emprestar sua roupa."
"Imagina, é só uma roupa."
As duas foram acompanhadas por um funcionário até uma suíte no segundo andar.
"Fique aqui que eu peço alguém para buscar minha roupa no carro."
"Ok."
A mulher sorriu levemente, mas assim que se virou, Jennie lhe deu um golpe certeiro na nuca.
Ela desmaiou imediatamente.
Enquanto isso, Maximo, aproveitando que todos estavam ocupados com os robôs mordomos, foi rapidinho até Lisandro.
"A pessoa está no quarto 206, pode ir."
Lisandro fez uma cara de cobiça exagerada.
"Estou indo! Aqui fica contigo!"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....