Entrar Via

Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 514

O assistente mencionou o diretor, então ninguém duvidou mais.

Mas Saulo Jardim percebeu algo estranho na expressão dele.

Como dizia, ele era muito bom em observar.

O assistente, vendo que não dava para esconder, acabou contando a verdade.

Afinal, o que preocupava a Dra. Jennie era a mãe dela.

Assim que ouviu isso, Saulo ficou com os olhos marejados.

A irmã dele era, sem dúvida, a melhor pessoa do mundo.

Mesmo antes de desmaiar, ainda se preocupava com a família.

“Em qual quarto ela está?” Quando fez a pergunta, a voz saiu embargada.

Homem que é homem não chora à toa.

Quando Amadeu teve o acidente, ele segurou o choro com todas as forças, mas agora não conseguiu evitar — uma lágrima escapou.

“Fica aqui embaixo, é o primeiro quarto.”

Saulo foi correndo.

Chegando na porta, viu um homem alto sentado ao lado da cama da Jennie.

Era o Bryan.

Ele estava ali, segurando firme a mão da Jennie.

Jennie já tinha acordado, era só uma hipoglicemia, não ficaria desacordada por muito tempo.

Os dois conversavam baixinho, e Jennie sorria.

Saulo, vendo isso, saiu de fininho.

Agora que tinha alguém para cuidar da irmã, ele podia ficar tranquilo.

Além disso, não podia sumir por muito tempo, senão a mãe ficaria preocupada.

Foi rapidinho até a UTI e contou para Dona Jardim que só tinha ido ao banheiro.

...

No quarto.

Bryan segurava a mão da Jennie, contando tudo que estava rolando na internet, e explicou que aquilo era ideia da Dona Jardim.

Ela já tinha falado com o Sr. Comandante por telefone, e toda a sujeira desse caso cairia sobre o Sr. Kairós.

Jennie ouviu tudo, um pouco surpresa, mas achando natural.

“Minha mãe parece frágil, mas é cheia de ideias. Achei que isso ia abalá-la, mas ela é muito mais forte do que imaginei.”

“Sim, ela é muito sábia. Você puxou ela.”

Jennie sorriu.

Naquele momento, Saulo viu Jennie sorrindo, justamente porque ela e Bryan falavam da Dona Jardim.

Quando Jennie falava dela, o olhar ficava ainda mais doce.

Jennie gostava muito da Dona Jardim.

Mesmo não tendo crescido com ela, nesses meses o carinho já era enorme.

Bryan também deixou alguns seguranças para ficar com Saulo na vigilância da UTI, tanto para evitar surpresas da Família Horta quanto para impedir curiosos de virem buscar informações.

O estado do Amadeu não seria divulgado por enquanto, para deixar o burburinho crescer mais.

Com tudo organizado, todos foram para casa tranquilos.

Por outro lado, a agitação na internet chamou a atenção dos apoiadores da Família Kairós.

Eles avisaram o Sr. Kairós: Amadeu sofreu um acidente e está internado, sem saber se vai sobreviver, e há boatos online de que tudo foi armação do próprio Sr. Kairós.

Mas o Sr. Kairós ainda estava mergulhado na dor de ter perdido o filho.

Agora já não segurava mais a urna do caçula, porque o menino tinha sido enterrado há poucos dias.

Teve um enterro daqueles, cheio de pompa.

Mesmo um especialista em feng shui tendo dito que esse ano não era bom para funerais na Família Kairós, ele fez mesmo assim.

Só que o funeral do Orfeu Kairós nunca foi feito, como se tivesse esquecido que teve esse filho.

Ele abraçava o álbum de infância do caçula, com o olhar perdido, e perguntou: “Amadeu? Que Amadeu?”

O assistente ficou sem reação.

Sabia que o Sr. Kairós não estava bem, mas não imaginava que ele nem lembrava mais de quem era Amadeu.

Pensando bem, era normal ele não lembrar.

Na época, eles armaram para prender Amadeu para derrubar o antigo prefeito de Cidade Vida, o Sr. Carlos, e também para enfraquecer os aliados da Família Drummond — a Família Jardim era o cofre da Família Drummond.

E tudo isso foi comandado pelo Orfeu, o Sr. Kairós só deu algumas ordens.

Então, esquecer do Amadeu, até que fazia sentido.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix