Logo Bryan encontrou a lista e sussurrou para ela: "Tem muita gente que apoia a Família Drummond e também alguns neutros."
Jennie ficou alarmada por dentro.
Maximo realmente era leal até demais, mesmo com Orfeu já morto, continuava trabalhando por ele.
Jennie se aproximou novamente de Dona Novaes e disse baixinho: "Arrume uma desculpa e saia daqui imediatamente."
Dona Novaes levou um susto e perguntou: "O que aconteceu?"
"Ainda não aconteceu nada, mas daqui a pouco vai acontecer."
"Vou procurar o Kleber agora."
Jennie arregalou os olhos: "Kleber também veio?"
"Sim, mas não sei onde ele foi brincar."
"Vá logo procurar. Quando achar, saiam daqui na mesma hora."
Dona Novaes ficou arrepiada de medo.
Raramente via Jennie com essa expressão tão séria.
Respondeu um "Tá bom" e foi atrás de Kleber Novaes.
Jennie também foi procurar na outra direção.
Procurou, procurou, mas não encontrou ninguém.
Bryan trouxe novidades.
"Alguém viu ele subindo para o andar de cima, eu vou lá procurar, você fica esperando aqui embaixo."
Bryan, usando o nome falso "Dalton", tinha uma aparência comum, as costas propositalmente curvadas, parecendo um pouco corcunda, bem discreto, difícil de chamar atenção.
Jennie assentiu: "Tá bom, mas encontre ele o mais rápido possível."
"Deixa comigo."
Bryan subiu as escadas silenciosamente.
Pouco depois de Bryan sair, Lisandro apareceu procurando Jennie.
Ele parecia estar só cumprimentando Jennie, mas na verdade perguntou tenso: "Quando vamos agir?"
"Calma, preciso achar uma pessoa primeiro."
Lisandro franziu a testa.
"Em que momento você acha que dá pra ficar procurando alguém? Se a bomba explodir, vamos todos pro saco!"
Jennie respondeu: "Fica tranquilo, ele ainda está lá dentro."
Pelo canto do olho, Jennie viu que Maximo também estava no salão.
"E se ele ficar maluco e quiser morrer levando a gente junto?"
"Não vai."
"Como você tem tanta certeza?"
"Porque ele ainda tem outras coisas pra fazer, ele não vai morrer agora."
"O quê?"
"Nem pergunte, mesmo se eu te explicar você não vai entender."
"Você—" Lisandro sentiu uma raiva sem motivo.
Essa mulher, que jeito desagradável de falar!
Maximo mal conseguia esconder o tédio e o desprezo nos olhos.
Antes, Lisandro nem prestava atenção nas expressões desse tipo de capanga, porque não ligava para eles.
Agora, depois do aviso de Jennie, percebeu que Maximo olhava para ele como se já estivesse morto.
Se antes Lisandro confiava setenta por cento no que Jennie dizia e duvidava dos outros trinta, agora estava totalmente convencido.
"Quando nosso plano começa?"
"Quando todos chegarem."
"Não aguento mais esperar, a Jennie é muito bonita."
Lisandro não era bom ator, mas como Maximo o ignorava completamente, nem se preocupava em analisar as intenções dele.
"Sr. Lisandro, um pouco de paciência. Quando todos estiverem aqui e forem subir para conhecer os outros andares, aí sim é a hora de agir." Maximo falou, tentando ser paciente.
Quando ia sair, Lisandro o segurou.
"Me diz um horário certo."
"Quando os convidados estiverem todos aqui, não sei ao certo, mas dentro de uma hora deve estar todo mundo."
"Uma hora? Muito tempo, apressa eles pra mim."
"..." Maximo estava no limite da paciência.
Mas não podia demonstrar aborrecimento demais, então respirou fundo e tentou acalmá-lo.
Enquanto Lisandro enrolava Maximo, Jennie aproveitou para ir ao banheiro.
Na porta, uma faxineira viu Jennie, acenou de leve e colocou uma plaquinha de "Em manutenção", ficando na frente para vigiar.
Jennie entrou, foi até o último boxe e bateu três vezes na porta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....