"Não conte para ele por enquanto." Violeta disse: "O mais urgente agora é encontrar aquela Médica Milagrosa."
Os dois assistentes, ao verem que ela se acalmou, respiraram aliviados.
"Que bom que a senhora entende o que é prioridade."
Assim, Violeta parou de pensar em esbarrar com Bryan e se concentrou totalmente em procurar pistas da Médica Milagrosa.
Só encontrando essa pessoa, ela poderia levá-la para negociar com o Presidente Silva.
Por enquanto, Violeta estava tranquila.
Do outro lado, depois que Jennie entrou dirigindo no Condomínio Maple, Paulo também voltou logo em seguida.
Ele tinha saído para resolver outra questão para Bryan.
Havia um projeto parado em uma cidade próxima, e ele foi pessoalmente investigar. Descobriu que o responsável pelo projeto era ligado ao Kevin.
Sem hesitar, Paulo demitiu o chefe, junto com toda a equipe de cima a baixo.
Provavelmente o Presidente Silva receberia a notícia em breve, por isso Paulo voltou correndo para avisar Bryan antes.
Só não esperava encontrar Violeta na porta.
De fato, Paulo já gostou de Violeta.
Mas, ao saber que ela gostava de Bryan, ele imediatamente desistiu da ideia.
Foi o patrão que lhe deu uma segunda chance na vida, ele jamais competiria com ele por uma mulher.
Ainda assim, sentia algo diferente por Violeta, um sentimento que não tinha por outras mulheres.
Pelo menos até meio mês atrás, quando o patrão contou que Violeta tinha se aproximado dele de propósito.
Naquela época, Violeta já sabia quem Bryan era, mas nunca contou nada.
Além disso, ela também estava muito próxima do Kevin.
Ou seja, Violeta queria agradar os dois lados, apostando em ambos.
Ao saber disso, Paulo achou que tinha sido muito ingênuo.
Para ele, o patrão vinha em primeiro lugar, até acima dele mesmo, quem dirá Violeta?
Por isso, quando a encontrou, seu olhar mostrou um instante de desprezo.
Achava que Violeta agora era outra pessoa.
"Paulo!"
Ele ainda estava distraído pensando em Violeta, mas a voz de Jennie o trouxe de volta. Ele saiu do carro quase tropeçando, de tanta pressa.
"Srta. Jardim, o que faz aqui? E o patrão? Foi a senhora que dirigiu aquele carro agora?"
Tinha visto o carro na frente e pensou que era Bryan, por isso seguiu atrás.
Jennie respondeu: "Ele está na empresa."
Na hora, Paulo disse: "Então vou procurá-lo lá."
"Não precisa, ele já está voltando, deve chegar em meia hora."
"Certo."
O assunto de Paulo não era tão urgente assim, e por telefone não seria claro, então resolveu esperar Bryan chegar.
Assim, Jennie teria tempo de sobra para interrogar o capanga de Violeta.
Ela disse para o Paulo, ainda chocado: "Ouvi Felipe dizer que você é ótimo interrogando gente. Meia hora é suficiente? Preciso saber qual acordo a Violeta fez com o Sr. Silva."
Paulo sabia do caso, tanto que o patrão já tinha ficado furioso por causa disso.
Entendeu logo o plano de Jennie, e também entendeu por que ela estava com o carro que o patrão sempre usava.
Disse: "Não preciso de meia hora, quinze minutos bastam."
"Ótimo."
Paulo levou o homem dali.
Meia hora depois, Bryan chegou em casa.
Como Jennie tinha levado o carro dele, quem o trouxe foi Felipe.
O céu estava tingido de laranja, e Bryan usava uma camisa listrada de preto e branco.
Alto, de pernas compridas, ombros largos e cintura fina, ficava perfeito de social. No pôr do sol, parecia ainda mais charmoso.
Jennie pensou que tinha saído ganhando.
Embora ainda não tivesse recuperado todas as memórias da Villa Água, achava que, pelo menos, a situação na época não tinha sido tão ruim assim.
Agora, até a sombra daquele episódio estava sumindo devagar.
"Você voltou."
Aquelas simples palavras fizeram Bryan se sentir estranhamente confortável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....