Entrar Via

Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 495

Por um instante, Violeta perdeu completamente o juízo. Em poucos passos, correu até a frente do carro e abriu os braços, bloqueando a passagem.

Os dois seguranças ficaram assustados com o movimento repentino dela. Quando conseguiram reagir, o carro já tinha parado a apenas cinco centímetros de Violeta.

Os dois soltaram um suspiro de alívio e correram até ela.

"Senhorita, a senhora está bem?"

Violeta levantou a mão, sinalizando para que se afastassem.

Seu rosto estava calmo, sem nenhum sinal de medo, porque ela conhecia bem a habilidade do Bryan ao volante.

Além disso, Bryan jamais a machucaria.

No rosto de Violeta, até apareceu um leve sorriso, quase imperceptível.

Ela caminhou até o lado do motorista e bateu na janela.

Ela não queria bancar a dramática na rua, isso era brega demais.

Mas já fazia quase um mês que Bryan não atendia suas ligações nem queria vê-la.

Ela temia que Bryan tivesse ouvido as fofocas que Jennie andava espalhando na hora do travesseiro e começasse a detestá-la de verdade.

No instante seguinte, o vidro do carro desceu e revelou um rosto lindo até demais para ser verdade.

Sua pele parecia porcelana, sem uma única imperfeição.

Era Jennie, é claro.

Violeta levou um baita susto, arregalando os olhos.

Ela nunca teria imaginado que quem dirigia o carro era Jennie.

Só de pensar que Jennie quase aproveitou a chance para atropelá-la, Violeta sentiu um frio subir pelas costas, cada pelo do braço se arrepiando.

"Por que é você?!" ela disse sem pensar. "Esse carro é do Bryan!"

Jennie lançou para Violeta um olhar cheio de ironia.

"Eu dirigir o carro do meu noivo agora é crime? Mas me diga, Srta. Horta, por que tanta pressa para parar o carro do meu noivo? Já ouvi falar de gente que pula na cama do outro, mas nunca de quem pula na frente do carro."

"Você—" Violeta ficou tão irritada que até o pescoço pareceu engrossar.

Ninguém nunca tinha falado assim com ela.

A raiva subiu até a cabeça, e ela nem se importou mais com as aparências.

"Tirem ela daqui, quebrem uma perna dela!"

Os dois seguranças olharam para ela, hesitantes, mas não ousaram se aproximar.

Jennie sorriu ainda mais.

"Srta. Horta, aqui não é território da sua família, recomendo que preste atenção no que fala. Se continuar confundindo as coisas assim, não é de se admirar que tenha sido expulsa do evento da última vez."

Ao relembrar a vergonha que passou, Violeta ficou tão furiosa que o rosto chegou a se contorcer.

Ela esticou o braço para dentro do carro, tentando apertar o pescoço de Jennie.

Mas Jennie já estava preparada e fechou o vidro na hora.

O vidro fechou de repente, e Violeta, assustada, puxou a mão rápido, mas não evitou que ficasse uma marca meio esverdeada, que logo se tornou vermelha e ardida.

"Jennie, sua..."

Antes que terminasse de soltar um palavrão, Jennie já pisou no acelerador e entrou pelo portão da Mansão Maple.

O portão, reconhecendo a placa do carro, abriu para Jennie, e um funcionário saiu de dentro com cara de poucos amigos, dirigindo-se a Violeta:

"Quem é você? Está rondando aqui por quê? Tá querendo roubar alguma coisa?"

O rosto de Violeta ficou pálido.

"Eu? Roubar? Você sabe com quem está falando?"

Devem todos ter caído nas mentiras de Jennie.

Aquela maldita!

Ela precisava pensar em um jeito de se livrar dela!

Nesse momento, o funcionário da Mansão Maple falou de novo:

"Vai embora ou não?"

Violeta lançou um olhar mortal para ele e saiu, levando os seguranças atrás.

"Quer ir direto pra casa, senhorita?"

"Pro hospital!"

A mão dela tinha ficado dolorida com o vidro do carro, provavelmente machucou algum tendão, precisava de um pouco de óleo de andiroba para massagear, senão ficaria roxa.

Como tinha acabado de se mudar, não tinha nada disso em casa.

Os dois seguranças responderam e foram rapidamente para o hospital.

No caminho, Violeta estava furiosa, pensando em mil maneiras de lidar com Jennie.

Foi quando um dos seguranças falou algo que a fez esfriar a cabeça:

"Em vez de fazer isso sozinha, por que não avisa o Presidente Silva? Seria muito mais seguro se ele mesmo resolvesse."

Violeta hesitou.

O Presidente Silva também não gostava muito dela.

Só aceitou a ideia de um dia ela entrar para a Família Silva porque ela prometeu encontrar a Médica Milagrosa dos Véus da Morte para curá-lo.

Hoje em dia, o Presidente Silva não queria mais nada, só queria sobreviver.

Foi apostando nisso que ela conseguiu mudar a opinião dele sobre ela.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix