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As Múltiplas Identidades Secretas Da Ex-esposa romance Capítulo 270

Caio Mendes parou na porta do quarto 301 e olhou para a porta fechada, em silêncio por alguns segundos.

A voz cautelosa de Renan soou atrás dele: — Sr. Mendes, para onde vamos agora?

Caio não respondeu imediatamente.

Ele ficou ali, e a luz do corredor alongou sua sombra. A imagem do rosto pálido e assustado de seu pai no quarto, assim como o silêncio depois da frase "Você só não quer ir", não saíam da sua cabeça.

O filho na barriga daquela mulher era de Alberto. Seu pai havia criado o "filho" de outro por quatro meses.

Que ironia. Caio abria e fechava os dedos sem perceber.

— Para o hospital. — disse ele.

A voz soou calma, sem emoção aparente.

Renan hesitou: — Agora? Já é tão tarde...

Caio não respondeu e já caminhava em direção ao elevador.

Renan se apressou para acompanhá-lo, murmurando mentalmente enquanto andava: O chefe vai ver a senhora ou a Dra. Tereza? Não, a essa hora a senhora já deve estar dormindo, então é...

Ele não ousou continuar o pensamento e apenas acelerou o passo em silêncio.

——

Quando o carro saiu pelo portão da casa de repouso, o céu já estava completamente escuro. Não havia postes de luz nos dois lados da estrada suburbana, apenas os faróis iluminando um pequeno trecho à frente.

Caio sentou-se no banco de trás, olhando para a escuridão que passava rápido pela janela, sem dizer nada.

Renan olhou para ele pelo espelho retrovisor e perguntou com cautela: — Sr. Mendes, quer comer alguma coisa primeiro? O senhor ainda não jantou...

— Não precisa. — Caio o interrompeu.

O interior do carro voltou a ficar em silêncio.

O carro entrou na cidade, e as luzes do lado de fora aumentaram gradualmente. O olhar de Caio pousou nos letreiros de neon piscantes, mas ele não prestava atenção em nada.

Ele se lembrou de muitos anos atrás, de como sua mãe era quando ainda morava na velha mansão. Naquela época, ela era jovem e cozinhava pessoalmente nas manhãs de fim de semana, preparando uma tigela de macarrão quente para ele. O pai passava o ano todo fora de casa, e a mãe sentava-se de frente para ele, observando-o comer, com os olhos curvados em um sorriso.

Mais tarde, as visitas do pai tornaram-se cada vez mais raras, e os sorrisos da mãe também.

Depois disso, a mãe foi internada na clínica.

Caio fechou os olhos.

——

Quando o carro parou na porta da Clínica LifeCare, já eram quase oito horas.

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