Melina Barbosa vestia um vestido tradicional adaptado em tom de magnólia, cuja barra, caindo abaixo dos joelhos, exibia magnólias bordadas com fios prateados. A elegância do traje realçava ainda mais o seu ar fresco e distinto, tornando-a uma presença serena e encantadora.
No pulso, usava uma pulseira de jade lavanda presenteada por Gustavo Ferreira, transmitindo um charme discreto e sofisticado.
Melina Barbosa prendeu os longos cabelos com um delicado prendedor, realçando o visual sóbrio e natural, em perfeita harmonia com o tema do café degustação daquela tarde.
Assim que entraram, Melina e Jéssica imediatamente atraíram todos os olhares no salão.
— Sra. Ferreira, e esta jovem? — Uma mulher de meia-idade, usando um vestido azul-marinho tradicional, aproximou-se, lançando um olhar curioso para Melina Barbosa antes de sorrir cordialmente.
Jéssica respondeu com um sorriso gentil, tocando de leve a mão de Melina:
— Esta é minha querida nora, Melina Barbosa.
Melina Barbosa cumprimentou com um sorriso educado e um leve aceno de cabeça:
— Muito prazer.
Nos olhos da mulher, passou um brilho de surpresa, mas logo ela sorriu novamente:
— Que casal formoso, Srta. Barbosa tem uma presença admirável, não me espanta que o Sr. Gustavo tenha se apaixonado.
O rosto de Melina Barbosa corou levemente, e ela respondeu em voz baixa:
— A senhora é muito gentil.
Algumas jovens socialites, sentadas ao redor da mesa de café, exibiam joias reluzentes nos pulsos e anéis com pedras preciosas nos dedos. Quando Melina Barbosa se aproximou, todas voltaram o olhar para ela, com expressões de avaliação e curiosidade.
Nesse momento, a mãe de Mateus entrou acompanhada de Helena Domingos e Manuela Barbosa.
O trio rapidamente chamou atenção, sobretudo Manuela Barbosa, que vestia um traje tradicional magenta, chamativo e exuberante. O vestido, especialmente adaptado, realçava ainda mais suas curvas.
Manuela Barbosa caminhou com confiança, exibindo um penteado elaborado, resultado de uma produção especial para a ocasião. Assim que entrou, seus olhos encontraram Melina Barbosa e, involuntariamente, franziu levemente as sobrancelhas.
O que Melina Barbosa estava fazendo ali? Ela nunca participara de eventos como aquele. Um encontro tão refinado — que direito Melina teria de estar presente?
— Não existe café melhor ou pior, cada pessoa aprecia um sabor diferente. O importante é encontrar o que agrada ao próprio paladar.
A resposta deixou a jovem ligeiramente desconcertada, seu sorriso tornando-se hesitante.
As demais socialites, percebendo o clima, logo tentaram amenizar:
— A Srta. Barbosa tem razão, o importante é aproveitar o momento.
Manuela Barbosa soltou um sorriso irônico; pensava consigo mesma que Melina podia até se vestir de modo sofisticado, mas isso não a tornava uma socialite. O melhor ainda estava por vir.
Com quase todos presentes, o café entre socialites teve início. Todos procuraram seus lugares e se acomodaram.
Foi então que a organizadora do evento, Sra. Rodrigues, desculpou-se diante dos convidados:
— Minhas senhoras, peço desculpas, mas a especialista em degustação de café que convidamos não pôde comparecer por motivo de saúde. Sei que muitas aqui possuem algum conhecimento sobre o tema. Será que alguma de vocês se dispõe a fazer uma demonstração para nós?

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