Então Gustavo Ferreira também se levantou, pronto para ir embora.
Todos ficaram atônitos.
Tinha chegado há tão pouco tempo, como assim já estava indo embora?
— Jaime, será que você é daqueles maridos que obedece tudo à esposa? — alguém provocou com um sorriso malicioso.
— Vocês, solteiros, não vão entender. Já estou indo. — respondeu Gustavo Ferreira, deixando o local logo em seguida.
Restaram apenas alguns homens, trocando olhares confusos em meio ao ambiente agora desordenado.
Depois de se despedir de Sofia Palmeira, Melina Barbosa recebeu uma ligação de Gustavo Ferreira.
Ela originalmente planejava pegar um táxi para casa, mas Gustavo Ferreira disse que já tinha terminado seus compromissos e que iria buscá-la.
Assim, Melina Barbosa ficou esperando na calçada.
Como ainda não era o aniversário de Gustavo Ferreira, Melina Barbosa guardou o presente em sua bolsa, planejando surpreendê-lo na data certa.
Logo o carro de Gustavo Ferreira chegou.
Assim que entrou no carro, Melina Barbosa comentou:
— Na verdade, eu poderia muito bem pegar um táxi.
— Não se preocupe, terminei tudo e estava no caminho — respondeu Gustavo Ferreira, enquanto ligava o carro.
O olhar de Melina Barbosa se fixou nas mãos longas e firmes de Gustavo Ferreira sobre o volante, e seu coração acelerou involuntariamente.
Os dedos de Gustavo Ferreira eram longos, fortes, com articulações bem definidas, transmitindo uma tranquilidade incomum enquanto seguravam o volante.
Ela não conseguiu evitar observar por mais alguns segundos, admirando em silêncio como aquele homem, independentemente do que fizesse, sempre transmitia uma sensação de segurança.
O carro seguia suavemente, e o perfil de Gustavo, com traços profundos, compunha uma imagem marcante.
— Por que você terminou tão cedo hoje? — Melina não resistiu à curiosidade e perguntou, seu tom levemente curioso.
Gustavo lhe lançou um olhar de soslaio, com um discreto sorriso no canto dos lábios:
— Só estava batendo um papo com os amigos, nada demais.
No fundo, nenhuma daquelas coisas era mais importante do que ela.
O coração de Melina Barbosa se aqueceu, e sem perceber, seu rosto ficou levemente corado.
Ela baixou a cabeça e murmurou baixinho:
— Na verdade, eu poderia me virar sozinha, você não precisava vir só para me buscar.
Dessa vez, havia muitos convidados, todos vestidos com esmero e elegância.
Onde há mulheres, há rivalidade velada.
Era certo que o chá entre socialites daquela tarde seria animado.
O evento aconteceu no salão de festas de um hotel sofisticado, decorado com elegância e bom gosto.
Sobre a longa mesa, estavam dispostos diversos utensílios de chá — desde bules de cerâmica esmaltada até xícaras de porcelana —, todos com um ar de tradição e nobreza.
No centro, chaleiras com água mineral natural aqueciam para o preparo do chá.
Jéssica vestia um traje tradicional de seda em tons suaves, com uma pulseira de jade no pulso, transmitindo serenidade e distinção. Ela caminhava de braço dado com Melina Barbosa, sorrindo e cumprimentando os presentes.
Estava, de fato, muito feliz naquele dia.
Antes, Jéssica não gostava desse tipo de evento. Por sua posição social, muitos tentavam bajulá-la, o que sempre a incomodava.
Ela era uma pessoa reservada.
Mas agora, era diferente. Com uma nora tão querida, fazia questão de apresentá-la com orgulho.
Naquele dia, Jéssica irradiava alegria e confiança.

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