Manuela Barbosa pensou consigo mesma: se não fosse pela fortuna de Zeus Chou, por que ela se esforçaria tanto para agradar aquela menina fingida, Emmy Chou?
Emmy Chou parecia dócil e obediente na frente dos pais, sempre com o ar de uma garotinha inocente e desinformada.
Mas diante de Manuela Barbosa, Emmy mudava completamente, tornando-se alguém difícil, sempre a provocando com palavras cruéis.
Apesar das palavras de Emmy serem duras, não deixavam de ser verdadeiras. Mesmo assim, Manuela não podia simplesmente contar tudo aos pais da menina, pois ninguém acreditaria que a filha comportada pudesse mudar daquela maneira de repente.
Certamente, achariam que foi Manuela quem disse algo para provocar Emmy.
O mais importante agora era manter Zeus Chou ao seu lado e continuar se fazendo de vítima diante dele, para conseguir mais vantagens.
Forçando um sorriso, Manuela Barbosa disse:
— Então, Emmy, o que você acha que devemos fazer?
Emmy Chou bufou e respondeu:
— Você é mesmo lenta. Você está com o cartão adicional que meu pai te deu, só precisa pagar as compras. Precisa mesmo que eu te ensine?
Era a primeira vez que Manuela Barbosa se sentia tão humilhada, desejando, no fundo, dar uns tapas em Emmy Chou.
"Essa menina, por que não falou logo desde o começo? Precisa mesmo me provocar desse jeito?", pensou Manuela.
De repente, Emmy Chou notou alguns bonequinhos em cima do balcão e se animou:
— Espera aí, quero esse conjunto também.
Manuela Barbosa, sem hesitar, concordou:
— Está bem, está bem.
Melina Barbosa nunca tinha visto Manuela Barbosa, conhecida pela arrogância, ser colocada em seu lugar daquela forma.
No entanto, a humilhação de Manuela parecia estar restrita apenas a Emmy Chou.
Quando Manuela se virou para a atendente, seu semblante mudou completamente, mais rápido que virar uma página.
Ela falou:
— Está surda? Separe esse conjunto para a gente também.
A atendente, já bastante irritada, não podia perder a compostura e respondeu, contendo a raiva:

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