Ao ouvir Melina Barbosa chamar alguém de “meu marido”, a respiração de Mateus Domingos ficou mais ofegante.
Como Melina Barbosa podia chamar outro homem de marido? Melina Barbosa deveria ser dele!
Nesse momento, Gustavo Ferreira já havia saído da cozinha, enxugando as mãos:
— Eu te levo, é mais seguro dirigir à noite com companhia.
Antes que Melina Barbosa pudesse responder, o comando de Mateus Domingos soou em seu fone de ouvido:
— Recuse!
Melina Barbosa então disse a Gustavo Ferreira:
— Não precisa, hoje é um encontro só de mulheres. Se tiver homem junto, vai ficar estranho. Ela vai se sentir desconfortável.
Ao ouvir a recusa de Melina Barbosa, Mateus Domingos sentiu uma pontada de satisfação, como se tivesse o controle sobre ela.
Gustavo Ferreira assentiu:
— Tudo bem então, mas dirija com cuidado.
— Pode deixar, — respondeu Melina Barbosa.
Gustavo fez questão de acompanhá-la até o carro. Melina Barbosa sentou-se ao volante, virou-se para ele e hesitou, como se quisesse dizer algo.
Percebendo a hesitação, Gustavo se inclinou até a janela, sorrindo:
— O que foi? Vai sentir minha falta?
Melina Barbosa balbuciou um “uhum”.
Gustavo passou a mão de leve sobre os cabelos de Melina Barbosa e disse:
— A gente vai se ver daqui a pouco, não precisa fazer drama. Vai logo e volta rápido.
Ela assentiu:
— Tchau, meu marido.
— Tchau.
Melina Barbosa então ligou o carro e foi embora.
Logo em seguida, ouviu nos fones a voz fria e irritada de Mateus Domingos:
— Melina Barbosa, sabia que quando você faz voz manhosa, é insuportável?
Melina respondeu com frieza:

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