A avó, preocupada com o cansaço deles no trabalho, quase sempre preparava pratos mais pesados, cheios de sustância. Porém, comer essas comidas com frequência acabava enjoando.
Por isso, de vez em quando, variar o cardápio com algo mais leve agradava até Gustavo Ferreira.
Ele disse:
— Na próxima vez que eu souber que a avó vai fazer suas orações, vou tentar sair mais cedo do trabalho e preparo o jantar.
Melina Barbosa respondeu:
— Não se preocupe, se você tiver tempo, você cozinha; se eu tiver, eu faço. Não precisa ser uma obrigação de ninguém.
— Está bem.
— Ficou ótimo. — comentou Gustavo Ferreira para Melina Barbosa.
Melina Barbosa, ciente das próprias limitações na cozinha, ficou um pouco sem graça:
— Sei que minha comida não é das melhores, mas, se você gosta, eu me esforço para aprender mais.
Gustavo Ferreira respondeu:
— Não precisa. Você já faz tudo muito bem. Cada um tem suas habilidades, ninguém precisa ser perfeito em tudo.
Melina Barbosa assentiu:
— É verdade.
Depois do jantar, Gustavo Ferreira começou a recolher os pratos.
Melina Barbosa disse:
— Deixa que eu lavo.
Gustavo Ferreira retrucou:
— Não, você já cozinhou. Deixa que agora eu cuido disso. É só colocar tudo na lava-louças, rapidinho.
Melina Barbosa concordou:
— Tudo bem, então. Vou escolher um documentário para assistirmos juntos.
— Ótimo.
Se a avó estivesse em casa, ela não aprovaria o uso da lava-louças.
Muitos idosos eram assim — acostumados a serem econômicos, preferiam fazer as coisas à mão, mesmo que desse mais trabalho.
Gustavo Ferreira foi lavar a louça, enquanto Melina Barbosa começou a procurar algum documentário.
Ela murmurou:
— O que será que a gente assiste hoje?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: O Segredo do Presidente