Samuel Palmeira se aproximou do ouvido de Renato Oliveira e sussurrou algo que ninguém mais pôde ouvir.
Renato Oliveira ficou atônito por um instante, então seu rosto mudou de expressão.
— Uma coisa tão simples e você me cobra oitenta milhões? Cancela, quero cancelar!
Samuel Palmeira respondeu, implacável:
— O produto já saiu, não aceitamos devolução nem troca.
— Aproveitador! — Renato Oliveira rosnou entre os dentes.
— Estamos quites!
— Então também quero usar! — Renato Oliveira insistiu.
— Esse é outro preço.
...
Melina Barbosa chegou à sala reservada antes de Gustavo Ferreira. Quando Gustavo entrou, viu Melina sentada à mesa, perdida em pensamentos, o semblante carregado.
Gustavo Ferreira caminhou até ela. Ao ouvir seus passos, Melina olhou instintivamente para a porta e, sem querer, encontrou o olhar preocupado de Gustavo.
— O que você quer comer hoje? — perguntou ele, percebendo que Melina estava desanimada e querendo animá-la.
— Não estou com vontade de nada em especial. Pode escolher qualquer coisa.
— Está bem.
Embora ela dissesse que tanto fazia, Gustavo pediu exatamente os pratos que Melina mais gostava: uma variedade de frutos do mar e algumas opções fritas.
Apesar de saber que frituras não fazem bem, o sabor era irresistível e trazia alegria.
Logo os pratos chegaram. Ao final da refeição, Melina já se sentia muito melhor.
— Quando a gente está de mau humor, uma boa refeição resolve muita coisa. Se não resolver, é só comer de novo — disse ela, sorrindo.
Gustavo percebeu a melhora e segurou a mão de Melina com delicadeza.
— Agora pode me contar, o que te deixou assim?
Melina respondeu:
— Não é nada demais, só um mau humor que veio do nada. Talvez seja porque minha “visita” está para chegar.
— Visita? Que visita? Não gosta deles? — Gustavo questionou, prestativo. — Se quiser, eu resolvo isso para você.
Melina ficou surpresa com a proposta. Resolver? Como assim?
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