O celular de Gustavo Ferreira tocou de repente. Ele se virou rapidamente e caminhou em direção à mesa de trabalho. Ao ver que era uma mensagem de Melina Barbosa, deixou escapar um leve sorriso no canto dos lábios.
Melina Barbosa: — Vamos almoçar juntos?
Gustavo Ferreira estava prestes a responder Melina Barbosa, mas, de repente, pareceu lembrar de algo e parou subitamente.
Com o celular nas mãos, ele tirou uma foto de um dos esboços sobre a mesa, escolhendo-a em seguida como sua nova foto de perfil.
Só então respondeu Melina Barbosa: — Claro.
Melina Barbosa percebeu quase imediatamente que Gustavo Ferreira havia trocado a foto do perfil!
E, para sua surpresa, a nova foto era justamente o desenho que ela havia feito no dia anterior, enquanto matava o tempo.
O rosto de Melina Barbosa corou levemente; tinha saído apressada na noite anterior e esquecido de apagar qualquer vestígio.
Ela imaginava que Gustavo Ferreira, sempre tão ocupado, nem teria tempo de folhear aqueles cadernos. Mas, para sua surpresa, ele tinha notado!
— Olha só a cara do Jaime sorrindo, parece que vai rasgar o rosto de tão feliz! — comentou Renato Oliveira.
— E daí? O que isso prova? — perguntou Samuel Palmeira.
Renato Oliveira olhou para Samuel Palmeira com um ar de descrença.
— Você esqueceu de tomar seu remédio de novo? Só pode ser isso, né?
Samuel Palmeira sabia que Renato Oliveira estava apenas brincando, e não se ofendeu. Entre eles, brincadeiras desse tipo eram comuns.
Quanto mais próxima a relação, mais à vontade ficavam para certas piadas; já com conhecidos, eram sempre mais polidos.
No entanto, Samuel também sabia que toda brincadeira tem limite — nem tudo pode ser dito.
Como, por exemplo, para Renato Oliveira, mencionar aquela mulher que desapareceu de repente era tocar em uma ferida aberta — um assunto proibido.
Caso contrário, era pedir para arrumar confusão.
— Pois é, trouxe meu remédio — respondeu Samuel Palmeira, tirando um comprimido da embalagem. — Quer um?
Renato Oliveira revirou os olhos.
— Fala sério, você tem problema mesmo? Anda com remédio pra lá e pra cá?
— Se não for pra te curar, pra que mais serviria? — respondeu Samuel Palmeira, com um sorriso.
— Vai te catar!


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: O Segredo do Presidente