— Gustavo, preciso urgentemente de um café gelado americano para sobreviver — disse Marina Cavalcanti, massageando as têmporas.
De repente, ela sentiu um olhar ardente pousar sobre si. Ao erguer os olhos, encontrou-se diretamente com o olhar sombrio de Marcelo Senna.
O gesto de Marina Cavalcanti parou no ar, e ela murmurou baixinho:
— Droga!
— Aqui não é uma cafeteria — disse Marcelo Senna secamente.
Marina Cavalcanti soltou um resmungo, ergueu o queixo e encarou Marcelo Senna com os olhos faiscando, respondendo entre dentes:
— E o que você tem a ver com isso? Vim aqui tomar um café com meu irmão, algum problema?
— Eu, jamais. Afinal, você é a princesinha da família, não é? — Marcelo Senna respondeu, cerrando os dentes. Ele não tirava os olhos de Marina, como se a qualquer momento fosse devorá-la.
Marina Cavalcanti não ficou atrás e devolveu o olhar desafiador:
— Exatamente, muito melhor que você, mero funcionário.
Virou-se para sair, bufando:
— Que energia ruim.
Marcelo Senna alfinetou:
— Tem gente que faz coisa errada e acaba saindo apressada assim mesmo.
Marina parou de repente, girou nos calcanhares e lançou a Marcelo um olhar tão cortante que parecia capaz de perfurá-lo.
— Quem fez coisa errada aqui foi você! — disse ela, apertando os lábios.
— Repete isso? — os olhos de Marcelo brilharam, ameaçadores.
— Repito quantas vezes quiser… — Marina já estava com a mão no cinzeiro da mesa.
Nicole Martins se apressou em intervir:
— Marina, calma, não vale a pena. Impulsividade é um veneno.
— Fica quieta — cortou Gustavo Ferreira, com voz fria. Depois olhou para Marcelo:
— E você também, silêncio.
Marcelo Senna resmungou:
— Só por consideração a você.

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