— Meli, venha aqui um instante.
A avó puxou Melina Barbosa até a varanda e só então perguntou em voz baixa:
— O que está acontecendo? Por que vocês dormiram aqui?
Melina Barbosa respondeu:
— Vovó, Gustavo Ferreira disse que gosta muito de morar com você. Se a senhora não gosta de ir para nossa casa, então nós ficamos aqui mesmo, só de poder ficar perto da senhora já está ótimo.
A avó ficou em silêncio por um momento.
Jovens de hoje têm cada ideia...
— Eu moro sozinha e estou bem assim — disse ela.
Melina Barbosa segurou a mão da avó e falou:
— Vovó, se fosse há dez anos, ouvindo a senhora falar assim, eu ficaria tranquila. Mas agora a idade chegou, a senhora já precisa de cuidados.
— Se eu continuar deixando a senhora aqui sozinha, os outros vão achar que sou uma neta ingrata.
A avó fez pouco caso da opinião alheia:
— O que os outros pensam não tem nada a ver com você. O importante é que eu sei que você é uma boa neta. As pessoas falam o que querem, não dá para controlar.
— Eu sei, não me importo tanto com o que dizem — Melina Barbosa respondeu, os olhos já úmidos —. Mas não quero mais saber das coisas só quando alguém me liga avisando que houve um problema. Vovó, deixa eu e o Gustavo Ferreira cuidarmos da senhora, pode ser? Se não quer se mudar, a gente vem morar aqui.
A avó olhou para Melina Barbosa, hesitante, sem concordar nem recusar.
Melina Barbosa soltou um suspiro aliviado, sentindo que, se a avó não recusou, já era um bom sinal.
— Vovó, Meli, venham tomar café da manhã — chamou Gustavo Ferreira.
Depois do café, Gustavo Ferreira e Melina Barbosa foram trabalhar.
Durante o caminho, Melina Barbosa sentiu um olhar estranho vindo de algum canto, como se alguém a observasse. Quando se virou para procurar, não viu ninguém.
Será que era só impressão?
— O que foi? — perguntou Gustavo Ferreira.
Melina Barbosa balançou a cabeça, tentando se convencer de que era paranoia.
— Nada não, vamos.

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