Gustavo Ferreira tomou a iniciativa e disse:
— Deve ter sido porque minha mão estava um pouco úmida, por isso a senhora não quis que eu fizesse a massagem antes. Agora já enxuguei bem as mãos. Posso tentar de novo?
A avó pensou em recusar, mas ao ver o rosto de Gustavo Ferreira, cheio de expectativa, parecia até que ele queria mostrar seu talento.
Ah, era difícil recusar tamanha gentileza.
Melina Barbosa acrescentou:
— Vó, ele faz massagem muito bem, toda vez quase me faz dormir de tão relaxante.
— Então...
Gustavo Ferreira insistiu:
— Deixe-me tentar, vó?
— Está bem.
No começo, a avó ficou um pouco desconfortável, mas rapidamente se entregou ao momento.
Era inegável: pessoas inteligentes, não importa o que façam, sempre conseguem se sair bem.
— Acho que a vó dormiu — comentou Melina Barbosa, notando o leve balançar da cabeça da avó, com um sorriso inevitável nos lábios.
Gustavo Ferreira parou para conferir. Sim, ela realmente tinha adormecido.
Ele disse:
— Vou levá-la para a cama. Dormir no sofá não é confortável.
— Tudo bem.
Gustavo Ferreira, com todo cuidado, pegou a avó nos braços e a levou para o quarto.
Ao ser erguida, a avó despertou um pouco, sorriu para Gustavo Ferreira e murmurou:
— Velhinho...
— Vó, sou eu, Gustavo Ferreira.
— Sim, meu neto querido — resmungou ela, antes de cair no sono novamente.
Observando Gustavo Ferreira cobrindo a avó com o lençol, fechando a porta com cuidado e saindo em silêncio, Melina Barbosa sentiu um calor nos olhos, as lágrimas quase transbordando.
— Vamos — sussurrou Gustavo Ferreira para Melina Barbosa.
Ela assentiu, foi até ele e, espontaneamente, segurou sua mão, saindo juntos.
Gustavo Ferreira disse:
— Vamos dar uma volta e depois voltamos.

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