Ele, sentindo a dor, puxou o canto ferido da boca e gritou:
— Meli.
Ele demonstrou fraqueza; só quando se sentia vulnerável, chamava Melina Barbosa de maneira tão suave.
Antes, quando estavam juntos, sempre que ele se rendia assim, Melina Barbosa acabava cedendo.
Ele achava que, dessa vez, também seria assim.
No entanto, desta vez, Melina Barbosa sequer lhe lançou um olhar. Passou por ele, indiferente, e foi embora.
Mateus Domingos estendeu a mão no ar, tentando agarrar algo, mas não encontrou nada.
Ele olhou, desolado, para as costas frias de Melina Barbosa. Será que, de fato, eles não teriam mais futuro algum?
Mas ele não se conformava, absolutamente não!
Tantos anos de sentimentos, poderiam mesmo ser deixados para trás tão facilmente?
— Mateus.
Manuela Barbosa se aproximou apressada, e ao ver o machucado no rosto de Mateus Domingos, estendeu a mão, cheia de preocupação:
— Como você se machucou assim?
Mas antes que sua mão tocasse o rosto de Mateus Domingos, ele a afastou com um tapa.
Falou com frieza:
— Sai daqui, não encoste em mim.
Manuela Barbosa sentiu o nariz arder, segurou o choro e tentou manter a compostura:
— Tudo bem, não vou tocar em você. Vamos ao hospital, então.
Mateus Domingos foi até a calçada e parou um táxi, entrando no carro.
Manuela Barbosa se preparava para entrar também, mas Mateus Domingos bateu a porta e mandou o motorista seguir.
Manuela Barbosa bateu no vidro, gritando:
— Mateus, eu ainda não entrei!
Mas Mateus Domingos nem quis ouvi-la. Só de olhar para Manuela Barbosa já se irritava.
— Pode ir.
— Mas... — O motorista olhou, hesitante, para o lado de Manuela Barbosa.
— Vai logo! Se ficar enrolando, não vou te pagar!

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