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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 220

Isso era uma ameaça, sem dúvida!

Melina Barbosa disse, irritada:

— Faça como quiser.

Ela se virou e saiu do escritório.

A porta quase foi batida com força, mas Simão Pessoa não se incomodou. Pelo contrário, ele até sorriu.

O jeito como Melina Barbosa bateu a porta só provava que ela estava furiosa.

Mas de que adiantava ela se irritar? Ele nem ligava para isso.

Simão Pessoa vestiu o paletó e saiu do escritório, dizendo em voz alta:

— Ana Silveira, venha comigo até o Presidente Renato para conversarmos sobre a continuidade da parceria.

Ana Silveira levantou-se com ar de superioridade, rebolando, ainda lançando um olhar desdenhoso na direção de Melina Barbosa:

— Claro.

Simão Pessoa e Ana Silveira foram embora.

Luísa Viana exclamou, indignada:

— O que está acontecendo? Como eles têm a cara de pau de roubar nosso projeto?

Melina Barbosa respondeu friamente:

— Eles têm vergonha na cara?

Luísa Viana ficou surpresa por um instante, mas logo não conseguiu conter o riso:

— Pensando bem... acho que não.

Melina Barbosa disse a Luísa Viana:

— Não vale a pena se aborrecer com esse tipo de gente.

— Como não ficar brava? O meu bônus... ah, não... — Luísa Viana estava realmente chateada, pois o bônus tinha escapado das mãos dela.

À noite, Melina Barbosa e Gustavo Ferreira voltaram juntos para jantar na casa da avó.

A avó fez questão de esperá-los no pátio e, para todo mundo que passava, apresentava Gustavo Ferreira como o marido da Melina Barbosa.

Todos elogiavam o bom gosto de Melina Barbosa, dizendo que ela havia encontrado um marido tão bonito.

Roberto Barbosa subiu e bateu na porta. Quem abriu foi Melina Barbosa.

Com os olhos semicerrados, ela disse, contrariada:

— É você.

Roberto Barbosa não esperava encontrar Melina ali. Ficou sem jeito e respondeu, constrangido:

— Sou eu.

Com um estrondo, Melina Barbosa fechou a porta na cara dele, sem cerimônia.

Os olhos de Roberto Barbosa escureceram, passando um traço de desagrado. Pensava consigo mesmo: “Essa menina... ainda sou o pai dela, e ela não me dá nem um pouco de respeito!”

Ele bateu na porta de novo e disse:

— Mãe, sou eu. Vim te ver.

A avó respondeu:

— Desde quando cachorro sabe bater na porta? Que barulho!

— Chamar ele de cachorro é até demais para o cachorro.

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