Isso era uma ameaça, sem dúvida!
Melina Barbosa disse, irritada:
— Faça como quiser.
Ela se virou e saiu do escritório.
A porta quase foi batida com força, mas Simão Pessoa não se incomodou. Pelo contrário, ele até sorriu.
O jeito como Melina Barbosa bateu a porta só provava que ela estava furiosa.
Mas de que adiantava ela se irritar? Ele nem ligava para isso.
Simão Pessoa vestiu o paletó e saiu do escritório, dizendo em voz alta:
— Ana Silveira, venha comigo até o Presidente Renato para conversarmos sobre a continuidade da parceria.
Ana Silveira levantou-se com ar de superioridade, rebolando, ainda lançando um olhar desdenhoso na direção de Melina Barbosa:
— Claro.
Simão Pessoa e Ana Silveira foram embora.
Luísa Viana exclamou, indignada:
— O que está acontecendo? Como eles têm a cara de pau de roubar nosso projeto?
Melina Barbosa respondeu friamente:
— Eles têm vergonha na cara?
Luísa Viana ficou surpresa por um instante, mas logo não conseguiu conter o riso:
— Pensando bem... acho que não.
Melina Barbosa disse a Luísa Viana:
— Não vale a pena se aborrecer com esse tipo de gente.
— Como não ficar brava? O meu bônus... ah, não... — Luísa Viana estava realmente chateada, pois o bônus tinha escapado das mãos dela.
À noite, Melina Barbosa e Gustavo Ferreira voltaram juntos para jantar na casa da avó.
A avó fez questão de esperá-los no pátio e, para todo mundo que passava, apresentava Gustavo Ferreira como o marido da Melina Barbosa.
Todos elogiavam o bom gosto de Melina Barbosa, dizendo que ela havia encontrado um marido tão bonito.
Roberto Barbosa subiu e bateu na porta. Quem abriu foi Melina Barbosa.
Com os olhos semicerrados, ela disse, contrariada:
— É você.
Roberto Barbosa não esperava encontrar Melina ali. Ficou sem jeito e respondeu, constrangido:
— Sou eu.
Com um estrondo, Melina Barbosa fechou a porta na cara dele, sem cerimônia.
Os olhos de Roberto Barbosa escureceram, passando um traço de desagrado. Pensava consigo mesmo: “Essa menina... ainda sou o pai dela, e ela não me dá nem um pouco de respeito!”
Ele bateu na porta de novo e disse:
— Mãe, sou eu. Vim te ver.
A avó respondeu:
— Desde quando cachorro sabe bater na porta? Que barulho!
— Chamar ele de cachorro é até demais para o cachorro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: O Segredo do Presidente