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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 173

Os dois permaneceram abraçados por muito tempo, sem vontade de se separar.

Só quando Melina Barbosa percebeu uma silhueta na janela do segundo andar é que ela saiu dos braços de Gustavo Ferreira.

— Parece que está esfriando. Que tal voltarmos para o quarto? — sugeriu Melina Barbosa.

— Claro, vamos — respondeu Gustavo Ferreira, assentindo.

Como a casa antiga estava cheia de gente naquele dia, Gustavo Ferreira sabia que Melina Barbosa talvez estivesse um pouco desconfortável. Principalmente porque era a primeira vez que conhecia as famílias do segundo e do terceiro tio — encontrar tantos parentes de uma vez só realmente não era fácil para ela.

Ao chegarem no quarto, Melina Barbosa deu um tapinha na própria testa.

— Olha só pra mim, toda esquecida! Preparei um presente de Ano Novo para você, já vou pegar.

Gustavo Ferreira apenas sorriu, em silêncio — entre eles havia uma conexão tão forte que quase dispensava palavras.

Ele também havia preparado um presente para Melina Barbosa.

Trocaram os presentes.

Melina Barbosa tirou da bolsa uma caixinha de veludo refinada e a entregou a Gustavo Ferreira, com os olhos brilhando de expectativa.

— Abre, vê se gosta.

Gustavo Ferreira pegou a caixa, levantou o olhar para ela e só então abriu devagar a tampa — dentro havia um relógio de bolso antigo, com uma delicada capa de prata gravada com arabescos intrincados.

Ao abrir, no lado interno do mostrador havia uma minúscula foto: o perfil de Gustavo Ferreira, tirado no dia em que se conheceram.

Gustavo Ferreira ficou surpreso, passando levemente os dedos sobre a foto. Sua voz saiu baixa:

— Quando você...?

Melina Barbosa sorriu, com um ar travesso no olhar:

— Da última vez que organizei o álbum de fotos, recortei essa escondido. Mandei fazer o relógio na Suíça, ouvi dizer que pode durar cem anos sem atrasar.

Gustavo Ferreira riu baixinho, fechou o relógio e o segurou com força na palma da mão.

Com a outra mão, tirou de dentro do paletó uma caixa de veludo azul-escuro e a entregou para ela:

— Parece que pensamos igual.

Melina Barbosa recebeu a caixa e, ao abri-la, prendeu a respiração — dentro havia um colar de platina; o pingente era um diamante azul, lapidado com perfeição, que refletia sob a luz um tom profundo de oceano. No verso da pedra, gravadas letras minúsculas: S & F.

Ele fez uma pequena pausa.

— Quando bati o olho nesse diamante, soube que era seu.

Melina Barbosa ficou profundamente comovida. De relance, olhou para fora da janela e, de repente, percebeu uma sombra se movendo entre as cortinas do segundo andar.

O que estava acontecendo?

Será que alguém estava observando-os?

A pessoa não desviava o olhar.

— O que foi? — Gustavo Ferreira percebeu que ela se distraiu.

Melina Barbosa desviou o olhar e balançou a cabeça:

— Não é nada.

Depois disso, puxou bem as cortinas do quarto, fechando-as completamente.

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