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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 502

Foi naquela noite que Larissa entendeu até onde ia a lealdade de Alisa. A amiga podia ser uma cabeça-dura sem juízo, mas, por ela, enfrentaria quem fosse.

Ali, sentadas de costas uma para a outra no gramado, com as estrelas por testemunhas, Larissa lhe fez uma promessa:

— De hoje em diante, a gente é irmã. O que é meu é seu.

— Como assim, de hoje em diante? — Alisa protestou, indignada. — A gente já é irmã, sua boba!

Anos depois, a lua continuava lá no alto, e a brisa daquela noite de Festa da Lua era tão suave quanto a que acariciava o gramado do colégio.

Larissa empurrava a cadeira de rodas de Alisa pela área externa do hospital quando a amiga voltou ao assunto.

— Lari, com a minha família eu só divido o sangue. Você é diferente. É minha família de verdade. Minha irmã.

Alisa ergueu um pouco o rosto para continuar:

— Então, se acontecer qualquer coisa, me conta, tá? Se estiver ao meu alcance, eu ajudo. Nem precisa pedir duas vezes.

Fez uma pausa antes de acrescentar:

— Mas, acima de tudo, quero ver você feliz. Você merece, pô.

A cadeira parou.

Atrás dela, Larissa ergueu o rosto, tentando conter a ardência que subiu pelo nariz e lhe encheu os olhos de lágrimas. Demorou alguns segundos até conseguir responder. Seus dedos apertaram de leve os ombros da amiga, e um sorriso lhe nasceu entre a emoção.

— Eu também, Alisa.

Alisa cobriu com a mão a que repousava em seu ombro esquerdo e lhe deu dois tapinhas carinhosos. Sorriu, embora o peito doesse ao pensar em tudo o que Larissa enfrentou.

Nascer em berço de ouro não a poupou de perder os pais tão cedo. Depois veio Ciro. Larissa acreditou encontrar nele a salvação, mas o homem que deveria ampará-la acabou sendo quem mais a afundou.

Arthur, enfim, lhe estendeu a mão e a ajudou a sair daquele lamaçal. Justo quando ela começava a conhecer a felicidade, porém, o casamento também se complicou.

E agora, em plena Festa da Lua, quando todos deveriam estar reunidos com quem amavam, Larissa estava praticamente sozinha.

Os pais já se foram. O avô continuava inconsciente. E Arthur, o marido que lhe ofereceu tanto carinho, era justamente aquele de quem ela não podia se aproximar.

A vida cobrou caro demais daquela garota.

E ela só tinha vinte e três anos.

Enquanto isso, numa mesa reservada no segundo andar de um bar, Vânia e os amigos cercavam Arthur, cada um com seu argumento para convencê-lo a reconquistar Larissa.

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