Foi naquela noite que Larissa entendeu até onde ia a lealdade de Alisa. A amiga podia ser uma cabeça-dura sem juízo, mas, por ela, enfrentaria quem fosse.
Ali, sentadas de costas uma para a outra no gramado, com as estrelas por testemunhas, Larissa lhe fez uma promessa:
— De hoje em diante, a gente é irmã. O que é meu é seu.
— Como assim, de hoje em diante? — Alisa protestou, indignada. — A gente já é irmã, sua boba!
Anos depois, a lua continuava lá no alto, e a brisa daquela noite de Festa da Lua era tão suave quanto a que acariciava o gramado do colégio.
Larissa empurrava a cadeira de rodas de Alisa pela área externa do hospital quando a amiga voltou ao assunto.
— Lari, com a minha família eu só divido o sangue. Você é diferente. É minha família de verdade. Minha irmã.
Alisa ergueu um pouco o rosto para continuar:
— Então, se acontecer qualquer coisa, me conta, tá? Se estiver ao meu alcance, eu ajudo. Nem precisa pedir duas vezes.
Fez uma pausa antes de acrescentar:
— Mas, acima de tudo, quero ver você feliz. Você merece, pô.
A cadeira parou.
Atrás dela, Larissa ergueu o rosto, tentando conter a ardência que subiu pelo nariz e lhe encheu os olhos de lágrimas. Demorou alguns segundos até conseguir responder. Seus dedos apertaram de leve os ombros da amiga, e um sorriso lhe nasceu entre a emoção.
— Eu também, Alisa.
Alisa cobriu com a mão a que repousava em seu ombro esquerdo e lhe deu dois tapinhas carinhosos. Sorriu, embora o peito doesse ao pensar em tudo o que Larissa enfrentou.
Nascer em berço de ouro não a poupou de perder os pais tão cedo. Depois veio Ciro. Larissa acreditou encontrar nele a salvação, mas o homem que deveria ampará-la acabou sendo quem mais a afundou.
Arthur, enfim, lhe estendeu a mão e a ajudou a sair daquele lamaçal. Justo quando ela começava a conhecer a felicidade, porém, o casamento também se complicou.
E agora, em plena Festa da Lua, quando todos deveriam estar reunidos com quem amavam, Larissa estava praticamente sozinha.
Os pais já se foram. O avô continuava inconsciente. E Arthur, o marido que lhe ofereceu tanto carinho, era justamente aquele de quem ela não podia se aproximar.
A vida cobrou caro demais daquela garota.
E ela só tinha vinte e três anos.
Enquanto isso, numa mesa reservada no segundo andar de um bar, Vânia e os amigos cercavam Arthur, cada um com seu argumento para convencê-lo a reconquistar Larissa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...