A respiração de Arthur vinha quente e curta contra o pescoço dela. Os braços a prendiam com força, mas era uma força medida, com o cuidado de quem segura algo que pode quebrar. Larissa sentiu isso nos antebraços dele, e foi isso que doeu: ele tremia de tanto se segurar.
Só um abraço. Só um pouquinho...
A súplica continuava ecoando dentro dela, cada repetição uma pancada surda no mesmo lugar, até a dor se espalhar pelo peito.
Larissa chegou a erguer as mãos para afastá-lo, mas os dedos pararam antes de tocar seus ombros. Acabou desistindo e deixou que ele permanecesse ali, abraçado a ela em silêncio.
Queria culpá-lo. Mas como ignorar que, naquela história, Arthur também se viu sem saída?
As portas do elevador se abriram.
Ela deu dois tapinhas nas costas dele.
— Chegamos. Não era água que você queria?
Arthur ergueu o corpo devagar. Sua altura a deixou à sombra, enquanto a mão que envolvia o pulso dela deslizava até encontrar seus dedos, entrelaçando-os aos dele.
— Era. Vamos beber água em casa.
Ele a conduziu para fora do elevador. O terno escuro acompanhava a linha larga de seus ombros, e havia uma elegância quase displicente na maneira como caminhava. Larissa ergueu os olhos para ele. De perfil ou de frente, aquele homem continuava bonito a ponto de desconcertá-la.
Diante do apartamento, ela encostou o dedo no leitor biométrico. Arthur nem afrouxou a mão que segurava a sua. Os dedos permaneciam firmemente entrelaçados, como se soltá-los fosse correr o risco de perdê-la outra vez.
Assim que entraram e fecharam a porta, Larissa tirou os sapatos para calçar os chinelos.
Antes que pudesse pegá-los, Arthur se agachou e colocou o par cor-de-rosa junto aos seus pés.
— Calça. O chão tá frio.
Larissa baixou os olhos para ele. O calor que lhe nasceu no peito veio acompanhado daquela tristeza miúda, difícil de engolir.
Era sempre assim com Arthur. Tão orgulhoso, tão pouco acostumado a se curvar diante dos outros... E, no entanto, ali estava ele, aos seus pés, cuidando de algo tão pequeno sem sequer pensar duas vezes.
Depois de calçar os chinelos, ela o viu procurar um par para si.
— Não tenho nenhum do seu tamanho. Pode entrar de sapato mesmo.
Arthur preferiu tirar os sapatos de couro. Seguiu descalço pelo apartamento, desabotoando o paletó com uma das mãos enquanto caminhava.
O tecido escuro se abriu sob seus dedos, acompanhando o movimento dos ombros. Larissa se demorou naquele gesto mais do que pretendia.
Só depois percebeu que ainda estava parada no mesmo lugar.
Desviou os olhos e foi até a cozinha integrada, onde serviu um copo de água morna e acrescentou um pouco de mel.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...