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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 505

A respiração de Arthur vinha quente e curta contra o pescoço dela. Os braços a prendiam com força, mas era uma força medida, com o cuidado de quem segura algo que pode quebrar. Larissa sentiu isso nos antebraços dele, e foi isso que doeu: ele tremia de tanto se segurar.

Só um abraço. Só um pouquinho...

A súplica continuava ecoando dentro dela, cada repetição uma pancada surda no mesmo lugar, até a dor se espalhar pelo peito.

Larissa chegou a erguer as mãos para afastá-lo, mas os dedos pararam antes de tocar seus ombros. Acabou desistindo e deixou que ele permanecesse ali, abraçado a ela em silêncio.

Queria culpá-lo. Mas como ignorar que, naquela história, Arthur também se viu sem saída?

As portas do elevador se abriram.

Ela deu dois tapinhas nas costas dele.

— Chegamos. Não era água que você queria?

Arthur ergueu o corpo devagar. Sua altura a deixou à sombra, enquanto a mão que envolvia o pulso dela deslizava até encontrar seus dedos, entrelaçando-os aos dele.

— Era. Vamos beber água em casa.

Ele a conduziu para fora do elevador. O terno escuro acompanhava a linha larga de seus ombros, e havia uma elegância quase displicente na maneira como caminhava. Larissa ergueu os olhos para ele. De perfil ou de frente, aquele homem continuava bonito a ponto de desconcertá-la.

Diante do apartamento, ela encostou o dedo no leitor biométrico. Arthur nem afrouxou a mão que segurava a sua. Os dedos permaneciam firmemente entrelaçados, como se soltá-los fosse correr o risco de perdê-la outra vez.

Assim que entraram e fecharam a porta, Larissa tirou os sapatos para calçar os chinelos.

Antes que pudesse pegá-los, Arthur se agachou e colocou o par cor-de-rosa junto aos seus pés.

— Calça. O chão tá frio.

Larissa baixou os olhos para ele. O calor que lhe nasceu no peito veio acompanhado daquela tristeza miúda, difícil de engolir.

Era sempre assim com Arthur. Tão orgulhoso, tão pouco acostumado a se curvar diante dos outros... E, no entanto, ali estava ele, aos seus pés, cuidando de algo tão pequeno sem sequer pensar duas vezes.

Depois de calçar os chinelos, ela o viu procurar um par para si.

— Não tenho nenhum do seu tamanho. Pode entrar de sapato mesmo.

Arthur preferiu tirar os sapatos de couro. Seguiu descalço pelo apartamento, desabotoando o paletó com uma das mãos enquanto caminhava.

O tecido escuro se abriu sob seus dedos, acompanhando o movimento dos ombros. Larissa se demorou naquele gesto mais do que pretendia.

Só depois percebeu que ainda estava parada no mesmo lugar.

Desviou os olhos e foi até a cozinha integrada, onde serviu um copo de água morna e acrescentou um pouco de mel.

Capítulo 505 1

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