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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 506

Larissa ouviu a lista de suspeitos e engoliu em seco.

— Cinco anos atrás, você teve contato com a Hedra. Sabia do que estava acontecendo?

Enquanto esperava a resposta, seus dedos apertaram os documentos com tanta força que uma das pontas se dobrou, quase se desfazendo entre eles.

Arthur sustentou seu olhar. Os olhos negros não deixavam entrever nada, mas a mão que se ergueu para afastar uma mecha de sua testa foi de uma delicadeza desconcertante.

— Larissa, pode confiar em mim.

Sua voz saiu baixa, firme.

— Só houve duas vezes em que falhei com você. Uma na casa dos Duarte. A outra, na noite do seu aniversário.

Arthur passou a vida inteira sem se arrepender das próprias decisões. Agora, carregava duas que gostaria de desfazer.

A primeira remontava a cinco anos atrás. A segunda nasceu da promessa que fez a Pamela, uma promessa que ela aproveitou para ir cada vez mais longe, até ferir Larissa.

— Não me decepcione.

Larissa não desviou os olhos nem hesitou ao dizer aquilo.

Arthur entendeu o que aquelas três palavras lhe ofereciam. Depois de tudo, ela ainda estava disposta a confiar nele.

Algo se agitou nas profundezas de seus olhos. Num impulso, levou a mão à nuca dela, inclinou-se e a beijou.

Não houve pressa, nem a menor exigência de desejo. Só a ternura de um homem que já não sabia onde guardar tanto sentimento.

— Seja o que for que você queira fazer, eu vou te proteger. — A respiração quente dele roçava o rosto de Larissa, tão perto que as palavras quase tocavam seus lábios. — Pode contar comigo. Sempre.

Larissa franziu levemente as sobrancelhas. Ainda procurava uma resposta quando ele continuou, a voz mais rouca, sem perder a firmeza:

— Nunca mais vou deixar acontecer o que aconteceu no seu aniversário. Nunca mais. Confia em mim.

No fundo, ela já confiava.

Sabia por que Arthur agiu daquela maneira. Naquela noite, ele tentou protegê-la de uma verdade que poderia destruí-la.

E talvez conseguisse, se tudo acontecesse algum tempo antes.

Aos doze anos, Larissa desenvolveu o sistema que acabou envolvido no acidente fatal de sua mãe. Durante muito tempo, bastava pensar nisso para sentir o peso de uma culpa que não sabia suportar. Se descobrisse a verdade naquela época, talvez se odiasse a ponto de nunca mais conseguir se reerguer.

Agora era diferente.

A culpa continuava ali, amarga, impossível de apagar. Mas Larissa já não queria passar o resto da vida se punindo por ela. Precisava encontrar forças para seguir em frente e, com tudo o que ainda fosse capaz de realizar, tentar reparar o que o passado lhe tirou.

Olhou para Arthur. Dessa vez, não procurou mais desculpas para adiar a resposta.

— Tá bom.

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