Entrar Via

Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 499

O carro preto deixou os portões da mansão e ganhou a noite de Aurimare.

Larissa permaneceu em silêncio durante o caminho.

Era feriado, e as avenidas estavam tomadas. Luzes vermelhas de freio e amarelas dos faróis se estendiam pela cidade em longas faixas luminosas, quase um rio de estrelas preso ao asfalto.

Arthur, ao contrário, não parecia incomodado com a lentidão.

Dirigia sem pressa.

— Ficou chateada por causa do que aconteceu lá?

Ele virou levemente o rosto para ela, e a preocupação passou por seus olhos.

Larissa sabia de quem ele falava.

Continuou olhando para o trânsito à frente.

— Gente assim não merece o trabalho de estragar meu humor.

Arthur ficou alguns segundos em silêncio.

Ainda lhe parecia estranho vê-la assim.

Duas semanas antes, Larissa ainda oscilava entre a insegurança e a dúvida, questionando a si mesma a cada golpe que recebia.

Agora havia nela uma firmeza que quase parecia pertencer a outra mulher.

— Você tem razão — Disse Arthur, com a voz baixa. — Não vale a pena entregar o próprio humor a quem não merece nem a atenção.

Larissa enfim virou o rosto para ele.

Arthur percebeu.

Também olhou. Os olhos dos dois se encontraram por um instante breve demais, antes que a estrada voltasse a exigir sua atenção.

Depois disso, o silêncio retornou.

O trânsito avançava aos poucos, travado, feito de pequenas conquistas entre uma parada e outra.

De certo modo, o casamento deles também parecia preso naquele ritmo.

Havia obstáculos demais no caminho, coisas demais acumuladas entre os dois. Não dava para simplesmente seguir em frente, mas voltar também já não parecia possível.

Restava avançar no próprio tempo.

Sem forçar.

Sem saber exatamente onde terminaria.

Um trajeto que normalmente levaria pouco mais de uma hora consumiu quase duas até o carro finalmente parar diante do Serenora.

— Obrigada.

Larissa não olhou para ele.

Já segurava a maçaneta quando ouviu a voz de Arthur:

— Os Duarte estão se movimentando demais ultimamente. Pelo que vejo, estão mirando você de propósito. Se precisar de ajuda, é só me falar.

A mão de Larissa parou.

Ela virou o rosto.

— Não precisa.

Seus olhos estavam calmos, limpos, mas havia neles uma nitidez que fez Arthur perceber que ela já enxergava muito além do que ele pretendia mostrar.

— Você já me ajudou bastante, não foi?

Arthur a observou em silêncio.

Larissa sabia.

Sabia que, por trás de algumas coincidências convenientes demais, havia a mão dele.

Arthur levou a mão ao bolso interno do paletó.

— Tem uma coisa que eu queria te dar.

— Guarda.

A resposta de Larissa veio antes que ele conseguisse tirar qualquer coisa dali.

— Não precisa me dar.

Depois de dizer aquilo, Larissa apertou os lábios.

Uma sombra passou depressa por seus olhos, mas ela não se permitiu hesitar. Abriu a porta, saiu do carro e seguiu em direção ao prédio.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex