— Pai, hoje é dia de festa. A gente ficou preocupado de você passar sozinho, então viemos jantar com você.
Beatriz entrou pela porta impecavelmente produzida, coberta de joias, uma bolsa Hermès de couro de crocodilo pendendo do braço.
Com ela vinham Rafael e duas mulheres de um ramo colateral dos Vasconcelos: Sônia Vasconcelos e Cláudia Vasconcelos. Logo atrás, os empregados carregavam caixas e sacolas de presentes caros.
Assim que os viu, o olhar de Larissa se contraiu.
A suavidade que ainda restava em seu rosto desapareceu, substituída por uma distância fria.
Arthur percebeu no mesmo instante.
Sua voz veio baixa, só para ela:
— Ignora. Não precisa se desgastar por causa deles.
Larissa virou o rosto, surpresa.
Antes que pudesse responder, Sônia elevou a voz:
— Ora, essa não é a Larissa? Eu jurava que Arthur já se separou dela.
Cláudia entrou na provocação sem perder tempo:
— Também achei. Na festa de aniversário dele, Arthur desistiu de anunciar o casamento na última hora. Pra mim, aquilo foi ele finalmente recuperando o bom senso.
Uma lançava a frase, a outra completava, e as duas mal escondiam o prazer em cutucar Larissa.
O rosto de Arthur endureceu.
Mas Henrique foi mais rápido.
— Vocês vieram me trazer presentes ou arrumar confusão?
A voz não precisou subir. Bastou o peso dela para silenciar a sala.
— Se vieram aqui para falar besteira, podem ir embora agora.
Sônia e Cláudia ficaram visivelmente constrangidas e olharam para Beatriz quase ao mesmo tempo.
Como ainda precisava de Larissa, Beatriz não podia permitir que a situação saísse do controle.
— O que aconteceu naquela noite foi um mal-entendido. Vocês duas já podem parar com isso.
Depois se virou para Larissa, vestindo uma cordialidade que não chegava aos olhos.
— Larissa, não leva pro lado pessoal. No fim das contas, somos todos família.
Larissa soltou uma risada curta.
— Família?
Seu olhar passou pelas duas mulheres.
— Eu sou Moretti. Desde quando pertenço à mesma família que elas?
A voz permaneceu calma, mas cada palavra veio afiada.
— E, pra ser sincera, na minha família ninguém foi criado com esse nível de falta de educação.
O rosto de Sônia e Cláudia mudou na hora.
Uma empalideceu. A outra ficou vermelha de raiva.
Ser desmoralizadas por uma garota mais nova daquele jeito já era humilhante o bastante. Se aquilo corresse pela família, Sônia e Cláudia não saberiam nem onde esconder o rosto.
Sônia foi a primeira a reagir.
— Pensando bem, você tem razão. Nós realmente não somos família. Afinal, nem o próprio Arthur fez questão de assumir esse casamento diante de todo mundo.
Cláudia aproveitou a deixa, com um sorriso carregado de malícia.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...