Ela seguiu com Alex em direção à sala de descanso.
Poucos passos atrás, uma silhueta de terno escuro avançou pelo corredor, diminuindo rapidamente a distância entre eles.
— Larissa.
A voz familiar, baixa e serena, fez com que ela parasse.
Arthur logo surgiu diante dos dois.
A postura continuava impecável, mas, no instante em que seus olhos encontraram os de Alex, qualquer suavidade desapareceu.
— Sr. Arthur — Cumprimentou Alex, por mera cortesia.
Arthur foi direto ao ponto.
— Preciso falar com ela a sós.
Não foi exatamente um pedido.
Alex olhou para Larissa, sem pressa de sair. Se ela demonstrasse o menor sinal de incômodo, ele ficaria ali.
Larissa, porém, assentiu.
— Me espera um pouco.
— Tudo bem. Se precisar de mim, é só chamar.
Só então Alex se afastou.
Arthur baixou levemente os olhos. O terno escuro, moldado com precisão ao corpo alto, acentuava ainda mais a frieza que parecia acompanhá-lo como uma segunda pele.
Larissa lançou a ele um olhar sem calor.
— O que mais você quer dizer?
Sem esperar resposta, empurrou a porta da sala e entrou.
Arthur a acompanhou.
Quando voltou os olhos para ela, porém, a frieza que ofereceu a Alex já não estava ali. Restava aquela indulgência silenciosa que, com Larissa, parecia surgir contra a própria vontade.
Mesmo recebendo dela apenas distância, não demonstrou irritação.
— Sua apresentação foi excelente. Você dominou aquele palco. Agora metade dos engenheiros deste setor deve estar querendo arrancar alguma ideia sua.
Pouco antes, ele viu Larissa cercada por profissionais que disputavam alguns minutos de conversa com ela.
Ela respondia a tudo com naturalidade, segura do que dizia, dona de cada gesto. Não havia mais vestígio da mulher que, durante anos, pareceu diminuir a própria luz para caber na vida dos outros.
Era exatamente assim que Arthur sempre quis vê-la. Livre e brilhante.
Só que, quando finalmente viu essa Larissa diante de si, os dois já chegaram a um ponto em que quase não sabiam mais como se aproximar.
A satisfação se misturou a um amargor difícil de engolir.
Larissa foi até a mesa, serviu um copo de água morna e tomou um gole sem lhe oferecer sequer um olhar.
— Se era só isso, Sr. Arthur, pode ir.
A distância em sua voz não deixava espaço para conversa. Ela nem parecia disposta a lhe dar mais uma frase do que o necessário.
Arthur permaneceu onde estava.
— Se o Grupo Moretti precisar de alguma coisa, fale comigo.
Ele sabia dos problemas com os fornecedores de peças.
— Posso indicar um fornecedor que...
Larissa tomou outro gole, pousou o copo e só então virou o rosto para ele.
— Não preciso.
Sua resposta veio limpa, sem hesitação.
— Pode ir.
Arthur ficou em silêncio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...