Maria e os médicos levaram Carlos embora.
Emilly franziu as delicadas sobrancelhas. Por que Maria e Carlos estavam ali? Será que tinham vindo supervisioná-la enquanto preparava o antídoto para Monique?
Emilly sabia que, ao longo dos anos, Carlos sempre tratara Monique como a menina dos olhos dele, então essa possibilidade fazia sentido.
Ainda assim, ela tinha a impressão de que havia algo estranho em Maria, como se ela escondesse alguma coisa.
Nesse momento, Eduardo entrou na sala.
— O que aconteceu? — Perguntou.
Mateus olhou para ele.
— O tio Carlos sofreu um acidente agora há pouco e já foi levado para o hospital.
Eduardo fez um leve aceno de cabeça e voltou o olhar para Emilly.
— Emilly, você está bem?
Ela balançou a cabeça, prestes a responder, mas a visão escureceu de repente, e a figura alta e imponente de Mateus se interpôs à sua frente.
Mateus olhou para Eduardo.
— Tio Eduardo, a Emilly está bem.
Eduardo hesitou por um instante.
Emilly ficou sem palavras.
Ela se sentou em uma cadeira.
— Vocês saiam primeiro, preciso começar a preparar o antídoto.
Mateus olhou para Eduardo.
— Tio Eduardo, a Emilly está pedindo para que o senhor sair.
Eduardo respondeu:
— Acho que ela também está pedindo que você saia.
Mateus retrucou:
— Então vamos sair juntos.
Eduardo concordou:
Maria estava ao lado da cama. Lançou um olhar frio para o corpo inerte de Carlos e, em seguida, forçou duas lágrimas a escorrerem. Engasgando-se, disse:
— Mamãe, o Carlos bateu a cabeça. O ferimento foi grave, e o médico disse que ele provavelmente nunca mais vai acordar.
Sra. Berenice sentiu como se tivesse levado um choque. Olhou para Maria, incrédula:
— Como assim? O que quer dizer com "nunca mais acordar"?
Maria, chorando, respondeu:
— Quer dizer que o Carlos provavelmente vai ficar em estado vegetativo.
— O quê?! — Sra. Berenice quase caiu no chão. Era o filho que mais amava; como poderia acabar assim?
— Mamãe, não se exalte, eu... — Maria tentou consolá-la.
Mas Sra. Berenice ergueu a mão e lhe deu um tapa no rosto.
Maria sentiu a cabeça virar com força; rapidamente, a marca vermelha da palma estampou-se em sua face direita.
Apontando para ela, Sra. Berenice gritou:
— Maria, como é que você cuidava do meu filho? Ele estava perfeitamente bem, como é que bateu a cabeça desse jeito? Vou lhe dizer uma coisa, considerando as condições do meu filho naquela época, ele nunca deveria ter se casado com você! Se não fosse porque Monique, ainda menina, gostava de você e queria que fosse a mãe dela, o Carlos jamais teria se casado com você, e eu também nunca teria aprovado essa união!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
São quantos capítulos?...
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...